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O presidente da FNLA, Ngola Kabangu, refuta o argumento adverso da experiência, frisando que o petróleo, recurso mor do pais, anda sem contabilidade no mandato da maioria cessante. «Praticamente, (ele, o presidente do MPLA) fez da renda do petróleo a lavra dele, o bolso dele. Não há contas, o nosso petróleo não tem contabilidade», afirmou o líder do partido dos irmãos, agastado com o citado argumento.
O presidente do MPLA, José Eduardo Dos Santos, soltou este trunfo eleitoral, na sexta-feira passada, em Saurimo, onde exortou a população a apostar nos experimentados governantes actuais, ao votar no próximo dia 5 de Setembro para as legislativas. Kabangu replicou vigorosamente no sábado passado, ao intervir perante a multidão dos seus adeptos acorridos no campo de futebol Santiago, município de Sambizanga, em Luanda. Num trecho recheado de alegoria, alertou contra o exercício «cosmético» dos «tigres de ontem que se querem passar cordeirinhos hoje» ou «leões que se tornam agora pombinhos». «Um ministro disse que Angola tem bilhões de dólares nos cofres nacionais, nos cofres no exterior. Mas eu pergunto a este ministro: como é que estes biliões se reflectem na vida dos Angolanos? Zero em termos da Saúde, zero em termos da Educação, zero em termos da Habitação! Portanto voto de mudança em 05 de Setembro», sustentou, ainda, na ocasião, o sucessor do malogrado Holden Roberto. Ilustrativo da subida do calor da disputa eleitoral, o comunicado de imprensa enviado pelo gabinete de Kabangu ao Apostolado anunciou a sua deslocação por terra, hoje, às províncias de Kwanza-Sul, Bié e Huambo. Por acaso, a última província capitalizou hoje a maior atenção com a estadia nela, em campanha, também, do número um do MPLA. Agastados com a postura eleitoral da média pública O discurso de campanha eleitoral acusou, no último fim-de-semana, um acentuado agastamento da Oposição cessante contra a postura editorial da média pública. A denúncia mais vigorosa saiu da boca do presidente da FNLA, Ngola Kabangu, expressa na intervenção diante dos adeptos acorridos ao comício realizado pelo seu partido no campo Santiago do município de Sambizanga, em Luanda. Kabangu insurgiu-se contra o desproporcional «espaço inaceitável» que os órgãos de comunicação social do Estado (TPA, RNA, Jornal de Angola e website da ANGOP) concedem ao MPLA, o partido da maioria cessante. No seu ponto de vista, a TPA e a RNA, prolongam até a propaganda do actual partido no poder nos demais espaços da sua grelha, para além do tempo de antena definido igual para todos. «Em todo o território nacional, o meu partido leva a cabo actividades, mas nem uma palavrinha se ouve nesses órgãos», acrescentou, exortando à mudança desta situação, sem indicar a medida adicional na eventualidade de o seu convite ficar letra morta. Agradeceu, no entanto, o tratamento equilibrado que tem recebido na média privada.Quem lamentou, igualmente, a postura da média pública, focalizando-se sobre a TPA, foi o secretário geral da UNITA, Camalata Numa, a partir de Huambo. O dirigente do Galo Negro exprimiu o seu desgosto hoje na “Rádio Despertar” sem especificar a sua crítica. F/Apostolado
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