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O mistério continua completo sobre o paradeiro exacto do navio chinês carregado de armas para o Zimbabwe, cinco dias após o governo angolano ter autorizado que acostasse cá.
As informações cruzam contraditoriamente entre os pontos cinzentos do comunicado que o governo publicou na sexta-feira 25 de Abril e fontes de certo crédito.
As autoridades portuárias recusam as tentativas dos jornalistas em desvendar o mistério. Direcção geral do Porto de Luanda, Capitania, Alfândega, Polícia Fiscal e Polícia Econômica ... nenhum responsável destes corpos se digna satisfazer a curiosidade da imprensa.
O Tribunal Marítimo reconhece, no entanto, a recepção da providência cautelar metida por duas organizações sociais angolanas junto de si.
Trata-se da diligência que o advogado David Mendes subscreveu em nome do Conselho de Coordenação dos Direitos Humanos (CCDH) e do Sindicato dos Marítimos de Angola (SIMA).
A providência visou impedir a arrimagem do polémico barco e o desembarque da sua carga no Porto de Luanda. O Tribunal pediu explicações às diversas entidades do porto e a resposta das mesmas foi negativa ou, seja, de que elas não tinham informação sobre o citado navio.
De acordo com fontes do advogado, o navio acostou no último fim-de-semana e descarregou contentores, contentores estes que foram remetidos logo ao Gabinete de Reconstrução Nacional, órgão supervisionado pelo chefe da Casa militar do presidente da república.
No entanto, os estivadores envolvidos no serviço não podiam confirmar o conteúdo da carga, nem fornecer outros detalhes sobre o controverso barco.
Por uma questão de protecção dos seus filiados, os responsáveis do SIMA, preferem, o mutismo por enquanto, exigindo, porém, a transparência do governo no caso.
Sentimento análogo partilhou o grosso dos ouvintes que animaram hoje o concorrido programa ``Telefone em brasas`` da ``Rádio Ecclésia``, que se dedicou no assunto.
Um dos ouvintes, que se identificou como marítimo com 32 anos de experiência no porto de Luanda, frisou nunca ter visto uma carga mista de armas e mercadorias civis no mesmo navio, pondo em cheque, portanto, a tese espelhada no comunicado do governo de sexta-feira passada.
Quem achou também desacreditada e tosca a posição do governo é o activista cívico e coordenador da ONG `Coligação Reconciliação Transparência e Cidadania (RTC)`, Landu Kama.
<>, estimou Kama, defendendo que a imprensa, em especial a TV mesmo pública, cobrisse toda a operação.
O porta-voz do MPLA, Norberto dos Santos Kwata Kanawa, abordado hoje por Ecclesia, manteve a versão governamental de que o navio nem atracou ainda em Luanda. <>, acrescentou.
Jornalistas esperavam que o governo, no termo do Conselho de Ministros convocado para hoje, desse outra versão, que pudesse aclarar as zonas cinzentas detectadas no comunicado anterior e nos boatos em presença, face ao carácetr sensível da questão dentro do país e no plano internacional.
Fonte: Apostolado
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