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O continente africano deveria rever os seus programas de desenvolvimento |
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Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
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25-Mai-2008 |
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Caso queira atingir uma industrialização e modernização aceitável, África, essencialmente, tem de rever os seus programas de desenvolvimento e, obviamente, terá de apostar naquelas indústrias para as quais possui algum conhecimento e condições ambientais e técnicas.
A afirmação é do presidente do Conselho de Administração da Feira Internacional de Luanda (FIL), Matos Cardoso, para quem a acção deve incidir em indústrias com tecnologias não tão sofisticadas como acontece noutros continentes, mas que produzem produtos basicamente de consumo a nível de África.
Conforme explica o responsável, com o fenómeno da globalização, tornou-se um tanto quanto difícil definir um tipo específico de indústria para o continente berço da humanidade. Portanto, avança, naturalmente que cada país sabe quais são as suas reais capacidades e potencialidades para desenvolver o seu sector industrial.
“Por exemplo, em Angola, penso que podemos apostar na área de exploração mineira, indústria agro-alimentar, do turismo, calçado, madeira ou ainda na indústria pesqueira, isto em função do enorme potencial que o país possui em cada uma destas áreas”.
Sem descurar os demais, Matos Cardoso aponta, fundamentalmente, factores históricos como estando na origem do atraso do continente africano. Para o efeito, sustenta a sua análise no aspecto colonização até à realidade actual com intuito de se perceber uma das naturezas do problema. Pela forma como foi feita, Matos Cardoso não tem dúvidas de que a colonização foi o principal factor desestabilizador do crescimento do continente, uma vez considera que, de uma forma geral, os colonizadores sempre tiveram atenções viradas na exploração dos recursos naturais dos países que colonizavam. Contudo, deixa escapar que, nos últimos tempos, tem-se notado que a atitude dos africanos não favorece a uma rápida recuperação deste grande défice que foi criado pela colonização.
“Agora, é tudo uma questão de atitude. Hoje, mais do que nunca, temos condições para sermos nós a ditar o nosso futuro numa situação que, ao nível global, se colocam questões como a fome e a fraca produção alimentar. Temos que entender que possuímos um potencial em termos de recursos naturais e terrenos aráveis para produzir muito mais do que temos feito até então”, disse.
Numa manifestada anotação de acções dirigidas, o presidente do Conselho de Administração da FIL diz que os políticos africanos têm que prestar maior atenção às realidades objectivas, às necessidades dos povos que governam, à perspectiva e tendências de desenvolvimento do mundo de modo a se posicionarem como actores respeitáveis.
Apesar de pouco optimista diante do formato em que se encontra grande parte das indústrias em África, Matos Cardoso acredita que o continente está a despertar-se. Conforme argumenta, a maioria dos líderes africanos já se deu conta de que a resolução dos problemas não passa por doações, mas sim, por implementar, incrementar e promover a produção local como forma de garantir minimamente a sustentabilidade da população.
“Para além das vantagens que são os recursos, precisamos só de criar boas políticas e o sentido de responsabilidade das autoridades que cuidam da gestão desses recursos para que os benefícios sejam visíveis”.
Fonte:Jornal de Angola (Adalberto Ceita)
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