|
O Programa das Nações para o Desenvolvimento (PNUD) compromete-se a combater a pobreza em Angola através de novas estratégias de negócios junto das populações mais vulneráveis.
Com efeito, a instituição internacional lançou ontem, em Luanda, o relatório anual de 2007, que espelha as vias necessárias para incentivar a criação de pequenas empresas. Denominado “Estratégias para a inclusão dos pobres nos negócios”, o novo projecto reflecte a convicção do PNUD, segundo a qual o sector privado possui enormes recursos por explorar em termos de investimento e inovação. Segundo a directora do PNUD, Gita Welch, o relatório resulta do trabalho “Iniciativa para o Desenvolvimento de Mercados Inclusivos”, lançado em 2006, com a participação de várias instituições e parceiros do sector privado. Para a directora do PNUD, o Governo está comprometido com o desenvolvimento do sector privado, sendo uma prioridade para o crescimento sustentável. Na ocasião da abertura, o director da Incubadora de Empresas, Jacinto Ferreira Domingos, apresentou em painel, que os empresários associados têm obtido resultados acima das expectativas. Actualmente, estão incubadas 23 empresas e 52 cursos a serem leccionados, com 885 formados. Já criou 151 postos de trabalho e 23 micro-empresas no sector informal com um rendimento de três a sete mil dólares por mês. A estratégia para oportunidades de negócios aos pobres foi implementada em outros países, nomeadamente, Bósnia, Madagáscar, Quénia, Ilhas Maurícias, Nigéria, Rwanda, Turquia e Zâmbia. Gita Welch considera o projecto uma mais valia, uma vez que implementado no país, poderá reduzir a extrema pobreza e propiciar o alcance dos Objectivos de Desenvolvimento do Milénio. “Estimativas recentes apontam para cerca de 2.6 mil milhões de pessoas que vivem com menos de dois dólares por dia e que continuam excluídas da economia sem acesso e ferramentas para atingir a economia global”, disse a directora do Pnud. O administrador do PNUD, Kemal Dervis, reconheceu que os pobres são potenciais consumidores e contribuintes para o crescimento da economia e para o benefício de todos. As oportunidades de negócios, em que se incluem os pobres, pretendem incrementar orçamentos para a população desfavorecida na cidade, com a criação de empresas, enquanto na zona rural com estímulos à produção agrícola. O novo programa visa aumentar a consciencialização demonstrando como fazer negócios com os pobres e como as empresas, os governos e as organizações da sociedade civil podem criar valor para todos, bem como impulsionar o sector privado para a acção. JA - NATACHA ROBERTO
|