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O presidente do PAJOCA alerta que os partidos políticos estão a ficar «asfixiados» pela demora governamental em libertar os fundos eleitorais e exorta a um «financiamento preliminar.» Alexandre Sebastião sustentou esta posição ao intervir ontem no debate que antecedeu a aprovação do reforço, solicitado pelo governo, do orçamento do Estado, por causa dos encargos ligados às legislativas convocadas para 05 de Setembro próximo.
«Se nós assumimos, publicamente que Angola é um Estado democrático de direito e multipartidário, é necessário que não haja discriminação, é necessário que não haja bloqueio, é necessário que, de facto, haja um tratamento igual», argumentou o eleito. Por essa razão, completou, «apelamos para que se faça um financiamento preliminar para que os partidos possam, então, em tempo útil apresentar as suas candidaturas». Lisura, indicadores descritivos Na mesma tecla, bateu o deputado da bancada da FNLA, Carlos Gonçalves, o qual voltou a refutar a alegação da falta de uma segunda assinatura, evocada pelo vice-ministro das finanças, Severim de Morais, para justificar a imobilização da conta do seu partido. Pois, recordou, tal assinatura já fora enviada até pelo ora malogrado presidente da FNLA, Holden Roberto. Terminou, advogando que «a FNLA seja reabilitada a retirar as suas verbas com a maior urgência, porque estará em dificuldade de compreender a lisura do processo, a igualdade de oportunidades - que muitas vezes nós ouvimos as declarações, que estamos a partir no mesmo pé de igualdade, em condições de igualdade, quando não é verdade.» Outro eleito a criticar as falhas do executivo, foi o deputado Abel Chivukuvu, que deplorou a falta de indicadores descritivos das componentes do reforço orçamental solicitado. «Haja o compromisso no sentido de que, assim que o governo tiver estes indicadores prontos, pudesse de facto prestar uma informação efectiva de como é que estes valores, que se está a autorizar, vão ser afectados paras as eleições, para o financiamento dos partidos políticos, etc., etc.», desejou a jeito de remate este eleito da UNITA. O OGE para o corrente ano, assim, pulou para Kwanzas (K) 2.657.268.949.743, ou seja, um aumento de K 112,5 mil milhões em relação ao aprovado no início do ano em curso.
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