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A Polícia Judiciária Militar precisa de mais quadros para estender a sua actividade ao nível dos regimentos e das zonas aéreas, revelou ontem o director daquela instituição, Hélder Fernando Pitta Groz.
Ao fazer o balanço da actividade da Polícia Judiciária Militar, o responsável considerou de positivo o trabalho desenvolvido pela sua instituição no ano passado, uma vez que a mesma já está presente nas 10 regiões militares que integram o país.
“Porém, todo esse trabalho tem se deparado com alguns obstáculos, mormente o problema de quadros. Não temos quadros suficientes. E dos existentes estão com algumas deficiências de acompanhar as necessidades actuais do trabalho de investigação”, afirmou.
Pitta Groz disse que os níveis de criminalidade nas FAA são baixos, embora imprevisíveis. Segundo ele, hoje, não se assiste a crimes graves, já que os mesmos baixaram bastante, se comparados aos anos anteriores.
Segundo o responsável, os níveis de criminalidade baixaram devido a colaboração dos serviços de Educação Patriótica, dos serviços de Saúde e da Logística. No seu entender, a criminalidade que hoje se assiste tem a ver mais com dificuldades de ordem logística, social, económica e do atendimento sanitário.
Apesar disso, o director da Polícia Judiciária Militar pediu aos efectivos para manterem um maior controlo no uso dos bens militares, particularmente os da logística, meios técnicos, farda e dos cartões de identificação.
Hélder Pitta Groz na sessão de abertura do seminário da Polícia Judiciária Militar das FAA que junta, até sexta-feira, 44 participantes das 10 regiões militares do país.
No entender da alta patente das FAA, para a execução desta tarefa, deverá congregar-se outros órgãos como a Polícia Militar, para permitir que os meios à disposição do efectivo estejam ao serviço das Forças Armadas, e não em benefício de interesses particulares.
Os 44 participantes ao seminário irão abordar, durante três dias, temas que se prendem com “a estrutura do processo penal, sujeitos, participantes e partes processuais”. Receberão ainda aulas de “perícia balística e sua importância na investigação criminal”, e terão palestras sobre o alcoolismo e violência.
Participam no seminário os chefes das repartição da direcção da Polícia Judiciária Militar, os directores das Polícias Judiciárias Militares dos três ramos das FAA e Guarnição de Luanda e os directores das Polícias Judiciárias das 10 regiões militares.
Do leque de oradores, constam docentes da Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, funcionários da Direcção Nacional de Investigação Criminal e de médicos legistas em serviço na Polícia Judiciária Militar.
Estiveram presentes ao acto de abertura o tenente general Moreira Bastos, vice-presidente do Conselho Superior de Disciplina Militar do Estado Maior General, o brigadeiro Agostinho dos Santos, procurador militar em exercício das Forças Armadas Angolanas, entre outras personalidades.
F: JA - Joaquim Cabanje|
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qual e o meio qual o caminho