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O governador da província de Malanje, Cristóvão da Cunha, considerou segunda-feira, nesta cidade, que a posse ilícita de armas de fogo pode criar embaraços no processo de reconciliação nacional, que conduz a unidade dos angolanos em torno de uma convivência pacifica.
O dirigente, que falava na abertura do seminário provincial sobre o desarmamento, acrescentou que a posse ilegal de arma constitui insegurança individual e colectiva dos angolanos, acrescentando que o desarmamento garante estabilidade e segurança para todos.
Cristóvão da Cunha frisou que a guerra que assolou o país obrigou muitos angolanos a possuíssem armas de guerra, algumas das quais ainda se encontram em sua posse, por isso urge a necessidade de acabar com estes meios bélicos, cujo processo deve envolver toda a sociedade.
O seminário, promovido pela Comissão Provincial para o Desarmamento dos cidadãos em posse ilegal de armas, terminou no mesmo dia e participaram, oficias superiores da polícia nacional, administradores municipais, autoridades tradicionais, directores provinciais e representantes de organizações não governamentais.
Durante algumas horas, os participantes vão abordar matérias relacionadas com protocolos e programas de acção das nações unidas e da SADC sobre o desarmamento, programa de acção do governo Angolano sobre o desarmamento, estratégia da campanha de sensibilização, procedimentos de entrega e recepção de armas, entre outras.
O código de conduta dos efectivos da polícia durante a entrega e recepção de armas, custo de uma bala, legislação angolana sobre posse e uso de armas de defesa, de caça e de recreio, desarmamento e reintegração social de ex-combatentes, a mulher e a criança como principais vítimas da proliferação de armas foram abordados durante o encontro.
Angolapress
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