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Nova comissão nomeada em Abril para trabalhar sobre a já consumada pré-selecção de parceiro estratégico e valor patrimonial da companhia.

Uma chamada Comissão de Negociação para acompanhamento do processo de privatização da Movicel foi nomeada por despacho do ministro das Finanças, José Pedro de Morais, publicado em Diário da República com a data de 23 de Abril último.
A comissão é coordenada pelo vice-ministro das Finanças, Job Graça, integrando cinco outros membros.
Tratam-se de Emanuel Buchartts, director do Gabinete do Ministro das Finanças; Domingos Pedro António, director-geral do Instituto Nacional de Telecomunicações (Inacom); António Guilherme, director do Gabinete de Redimensionamento Empresarial (Gare); Carlos Fernandes, Pca da Agência Nacional de Investimento Privado (Anip) e João Avelino, presidente do Conselho de Gerência da Movicel.
Na comissão, estas entidades representam, pela mesma ordem, os ministérios das Finanças e Telecomunicações (nos dois primeiros casos), o Gare, a Anip e a Movicel.
Tal comissão recebeu o mandato de elaborar, no prazo de 20 dias, um plano de trabalhos consagrado ao processo de privatização, no quadro das decisões emanadas por um estudo institucional que recentemente pré-seleccionou um parceiro estratégico para a passagem de mãos da Movicel e que estabeleceu um valor para os activos da empresa.
Com a nomeação desta comissão, o processo de privatização da Movicel entra em velocidade cruzeiro, sendo a sua agenda consequência do trabalho de uma outra, que entre Janeiro de 2007 e Março do corrente ano elaborou um estudo sobre o assunto.
O cenário de privatização determinado para a Movicel vai desenrolar-se com base num parceiro estratégico, que suportará as questões do capital, tecnologia e «know-how», sabendo que a comissão que trabalhou durante os últimos 14 meses pré-seleccionou um de quatro supostos investidores estrangeiros que manifestaram interesse em participar no capital da companhia angolana.
Aquela comissão também determinou um valor patrimonial para a Movicel, algo que rumores chegados ao Semanário Angolense disseram serem 500 milhões de dólares, mas que fontes ligadas ao processo se negaram confirmar.
Com a privatização, a Movicel vai sobrepor, até 2012, uma rede Gsm à sua Cdma, uma empreitada para a qual pretende contar com o concurso do investidor que for seleccionado.
A companhia angolana, recorde-se, possui uma moratória da União Internacional das Telecomunicações (Uit) para utilizar a sua rede Cdma apenas até ao ano 2012, para evitar conflitos entre essa rede e os serviços de TV Digital da região da África Austral, aos quais foram destinadas as mesmas frequências para actuar na banda dos 800 megahertz’s.
Fonte:Semanário Angolense
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