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Recursos Hídricos devem constituir objectivo estratégico dos governos africanos, João Bernardo de Mi |
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25-Mai-2008 |
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O ministro das Relações Exteriores, João Bernardo de Miranda, disse hoje, na província do Bengo, que os Recursos Hídricos existentes no continente devem constituir objectivo estratégico dos governos africanos.
João Miranda, que discursava durante a cerimónia em alusão ao Dia de África, que hoje se assinala, argumentou que esta posição ajudará a salvaguardar as gerações vindouras.
De acordo com governante, este ano, por determinação da Cimeira dos Chefes de Estado Africanos, o 45º aniversário da fundação da Organização de Unidade Africana (OUA) está a ser celebrado sob o lema “Alcançar os objectivos do milénio sobre a água e o saneamento”.
Perante membros do corpo diplomático acreditados no país, governantes, responsáveis de organizações não governamentais e convidados, referiu que a água é hoje um factor de grande preocupação, devido a possibilidade quase real de escassear nos próximos tempos.
Acrescentou que só no século XX mais de duas mil milhões de pessoas foram vítimas de catástrofes naturais, das quais 87 porcento foram secas e inundações.
Em África, e particularmente no sul do Sahara, mais de 42 porcento não têm acesso à água de boa qualidade, por este motivo, reforçou, alcançar os objectivos de desenvolvimento do milénio sobre a água e saneamento é mais do que uma obrigação dos governantes africanos.
O ministro referiu-se também ao facto de, nos últimos tempos, o continente estar a ser assolado por conflitos pôs eleitorais, de certo modo dramáticos.
Fez igualmente alusão ao facto de estar a acontecer um fenómeno bastante estranho entre os africanos, que é o xenofobismo, apontando o caso que atingiu sete das 11 províncias da África do Sul.
“Não podemos estar indiferentes perante situações que não dignificam o continente, porque temos a obrigação moral e o dever de condenar esta prática, bem como de estendermos a solidariedade para com as autoridades sul africanas no combate contra este fenómenos”, referiu.
De igual modo o ministro fez alusão à situação no Zimbabwé, descrevendo algumas iniciativas da SADC para a estabilização da mesma.
João Miranda realçou ainda o facto de a SADC perspectivar o aumento do número de observadores na segunda volta das eleições presidenciais marcadas para o dia 27, como forma de garantir maior transparência e confiança ao processo.
De igual modo, deu a conhecer que a União Africana foi também convidada pela organização regional para aumentar em número os seus observadores.
No período da manhã, os membros do corpo diplomático e convidados percorreram áreas onde estão a ser desenvolvidas algumas obras de reconstrução nacional e receberam explicações do governador do Bengo, Paulo Dombolo, sobre as mesmas.
A 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba (Etiópia), vários líderes africanos proclamaram a Organização de Unidade Africana (OUA), cuja um dos objectivos principais era a libertação política do continente.
A organização foi substituída pela União Africana em 2001 que persegue objectivos similares, com maior realce para o bem estar social dos africanos.
Fonte:Angop
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