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 Ninguém escutou, viu e/o falou Ao semanário a Capital, o jornalista Graça Campos no seu estilo irreverente aparece em destaque afirmando que «Jornais privados vão ser domésticados». Na entrevista, o director do confrade Semanário Angolense faz também uma abordagem sobre os novos títulos que surgiram numa perspectiva de realização de eleições, falando igualmente do parque gráfico.
Neste compacto sobre o estado da media angolana, sugere um outro jornalista, Siona Casimiro, que o caso da rotativa do Jornal de Angola, que não passou da impressão de uma edição, exige uma sindicância. Estes dois jornalistas e outros directores entrevistados chamam a atenção para o facto dos jornais privados estarem reféns dos altos custos de impressão e da fragilidade do mercado publicitário que é fundamentalmente dominado por empresas que são pertença de dignitários do regime.
Nas páginas de crime lê-se: «Estranho patenteamento na Polícia efectivos questionam os critérios de promoção». «Huambo regressa aos tempos da inquisição, sobas acusados de fazer caça às bruxas a militantes da UNITA». «As coisas aquecem no Governo Provincial de Luanda». A Xica que manda «Francisca do Espírito Santo «amen»».
O semanário Agora destaca o desarmamento da população civil com o título grande a reflectir «A minha kalache já não estou mais com ela», seguindo-se outros títulos não menos importantes como «A rota da nova escravatura africana» e na vertente económica «Bloco dezassete afundado no alto-mar».
Traz ainda o jornal uma abordagem sobre o mundo angolano do desemprego, chegando à conclusão que o «País tem a maior estatística sobre licenciados desempregados», sublinhando que era só o que faltava».
No Cruzeiro do Sul lê-se «Não há armas escondidas para fazer guerra» quem o diz é o segundo vice-presidente executivo do Centro de Estudos Estratégicos de Angola, coronel Manuel Correia de Barros, entrevistado que lança um olhar sobre a possibilidade do ressurgir da guerra conduzida pela UNITA, descartando esta possibilidade, porque remota.
«Morreu o maior criador de gado da Huíla e do pais, o ganadeiro Fernando Borges». Em «Chuvas ameaçam engolir Benguela» o jornal reporta tudo sobre a tempestade que devastou Benguela e se apresenta agora alagada e deixou um rasto de mortes, falando-se em número de sete pessoas.
O Semanário Angolense sublinha que o vendedor de armas russo Victor Bout foi preso na Tailândia e destaca o título «Dealer favorito da UNITA ameaça soltar a língua».
Na nota explicativa lê-se que as Nações Unidas estimam que no auge da guerra em Angola o russo terá adquirido para os maninhos dezenas de «uragans», mais de 20 tanques T-55 e quantidades enormes de material de guerra estimado em mais de 440 milhões de dólares. Este material estava sob controlo do general Apolo no Norte de Angola.
«Cuito-Cuanavale pode resultar em nova batalha». Diz o artigo que «Governo e UNITA têm perspectivas diferentes sobre uma batalha que, e nisso ambos concordam, alterou o mapa político da África Austral».
No desenvolvimento de «O lado mais fraco da corda», lê-se que o «Presidente do Conselho de Administração da TAAG poderá ser afastado». Finalmente, o jornal noticia que «Ao Porto de Luanda, sindicatos exigem indemnizações de 230 milhões de dólares americanos».
O Folha 8 traz mais uma acção criminosa protagonizada no interior da guarda presidencial. «Jika dos Santos mata professor à pancada». Publica ainda na primeira página outros quatro destaques a saber: «Que escondem as palavras de Kundi Payhama?», «Mendes de Carvalho desmente União de Tendências do MPLA;
«Quinze de Março continua a não ser feriado»; «No Grafanil, terreno pode causar homicídio».
«MPLA vai pagar pelos erros» é o título que o Novo Jornal destaca no seu 1º Caderno. Trata-se de uma entrevista concedida a este semanário pelo secretário-geral da UNITA, Abílio Camalata Numa, que, entre outras coisas, promete que o seu partido vai ganhar as próximas eleições e reconhece haver corruptos em todos os partidos políticos angolanos.
Outro destaque está relacionado com a SONANGOL, intitulado «Sonangol entre as 100 melhores africanas». Nesta página o leitor poderá encontrar outros títulos, designadamente, «Nuvens cinzentas na Caixa Social das FAA», «Os heróis e a História», «Morreu Fernando Borges» e «Novo Combate à Malária».
Na contracapa o destaque vai para «Obama volta a fugir» e «Zapatero reeleito primeiro-ministro». No caderno «Mutamba» a edição desta semana tem como principal destaque uma incursão pela dança do Kuduro que tem como título, em letras garrafais, «Fervor de uma dança agressiva». «Uma actriz apaixonada pela comunicação social» é outro título que sustenta uma entrevista dada por Dicla Burity em «Figura da Semana» deste caderno que trata da sociedade, cultura e lazer.Com o título «O luxo e sucata vão aumentar inferno de Luanda» o caderno «Economia» (dedicado a negócios em Angola e no mundo), revela que cerca de mil viaturas entram semanalmente pelo Porto de Luanda.
Sem papas na língua, escritor José Eduardo Agualusa declara ao Jornal Angolense que «c» que fala de vários assuntos da sociedade angolana e do meio literário, não poupando mesmo o chamado «poeta maior».
Vergonha, «Dadores vendem sangue por 10 mil Kwanzas». A investigação do jornal permitiu apurar que se trata de uma teia que envolve mesmo funcionários dos hospitais públicos. «Acusam o reitor de apoiar decano corrupto, docentes ameaçam parar a Faculdade de Letras», onde foi descoberto um desfalque de 4milhões
de dólares e o magnífico reitor se prepara para nomear uma comissão de gestão, algo que a Assembleia da Faculdade e os docentes se propõe combater, podendo chegar-se ao extremo de paralisar a actividade laboral.
Fonte:VOA
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