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Rui Mingas afirma que “ nunca a Universidade Lusíada de Angola, ULA, hostilizou alguém por pertencer a cores políticas diferentes do MPLA”. Administrador da instituição reagia às acusações do Presidente do Partido Africano Independente, PAI, que o acusou de praticar intolerância política na Universidade. Adriano Parreira acusou ontem o gestor da Lusíada de o ter afastado do cargo de Director do Centro de Estudos, Investigação e Pós-Graduação, por ter anunciado a sua participação no processo eleitoral, apoiando a candidatura da UNITA.
“Eu tenho na Lusíada figuras com muito mais notoriedade na sociedade e não sei por que razão iria hostilizar o doutor Parreira”, referiu Rui Mingas, citando como referências os nomes dos professores Katchiungo e Raúl Danda, influentes dirigentes da UNITA e Fernando Macedo, Presidente da Associação de Justiça, Paz e Democracia, AJPD. “Adriano Parreira quer ganhar protagonismo que, por estes meios não vai conseguir”, acrescentou o dirigente da “ULA”. Justifica que “em apenas 4 meses ao serviço da Universidade, ele faltou um mês e não se dignou em justificar uma única falta”. Ao absentismo, Rui Mingas junta a desobediência e desrespeito a figuras hierarquicamente superiores, facto que, segundo o responsável, justifica as discussões havidas entre a Reitoria e o docente Adriano Parreira, em poucos meses de trabalho. O assunto está já nas mãos da Comissão Nacional Eleitoral, CNE. Adriano Parreira endereçou ontem uma queixa formal ao Presidente deste órgão, queixando-se de ter sido alvo de uma medida inscrita na intolerância política e que, para tal, Rui Mingas tinha sido pressionado pelo seu partido, o MPLA. Fonte: Apostolado
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