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UNITA dará estatuto de autonomia a Cabinda caso vença as eleições |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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30-Jun-2008 |
Cabinda terá um estatuto de autonomia caso a UNITA ganhe as eleições. Essa afirmação foi feita durante uma conferência de Imprensa em Luanda, pelo seu membro do Bureau Político e candidato a futuro deputado pela província do Bengo, Fernando Heitor.
O também economista referiu que os Cabindenses devem ter a possibilidade de escolherem os seus próprios governantes. “Porque é que não podemos seguir o exemplo da Madeira em Portugal?”, contestou, referindo-se ao facto da Madeira ser parte de Portugal e mesmo assim ser ela mesma a escolher o seu governo e tomar as suas próprias decisões políticas.
Fernando Heitor, que já foi vice-ministro das finanças do GURN, disse ainda que a UNITA poderá privatizar algumas subsidiárias da SONANGOL, mais especificamente a Distribuidora. Acredita ser um absurdo que sejam apenas a SONANGOL e a GALP a fazerem a distribuição do combustível em Angola. Contudo, acha que a importância da empresa é vital para o Estado, por isso está de fora a hipótese da sua privatização total.
Dentre as mudanças na esfera social, afirmou que o seu partido criará um subsídio de desemprego para aqueles que estiverem em formação profissional, e bancos vocacionados a conceder créditos para a construção de casas para a população carente.
Existe preocupação do partido do Galo Negro em relação a proposta do MPLA em se realizarem as eleições durante dois dias. Uma das razões apontadas, é a falta de confiança total na polícia, o que lhes cria o receio de serem mexidas as urnas durante o período da noite.
Fernando Heitor, actual segundo vice-presidente da Assembleia Nacional, garante que apresentará ao seu partido a visão de que, caso ganhem as eleições, o presidente do partido não seja o seu candidato às Presidenciais, contrariando assim, o que diz o estatuto do partido. A razão que apresenta é que o facto do presidente do partido ser também o presidente da república provoca certos constrangimentos ao bom funcionamento dos deputados.
Como é o caso do MPLA, afirma, dizendo que os militantes do MPLA têm medo de criticar. “Como é que eles vão contrariar as decisões do seu chefe?” sublinha.
A menos de 90 dias das eleições, apenas a UNITA, o MPLA, o PDP-ANA e o PRS apresentaram já os seus programas de governamentação.
Fonte:Novo Jornal
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