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Os bispos católicos exortam à participação consciente e responsável nas legislativas, no primeiro aceno colectivo à convocação formal das mesmas pelo presidente da República.
«Apelamos, mais uma vez, aos fiéis e a todos os Angolanos com direito ao voto a participarem consciente e responsavelmente no pleito eleitoral», declaram os prelados.
Dois meses antes do Pleito Eleitoral, explicam numa nova mensagem pastoral dedicada ao evento e publicada anteontem no Lubango, no termo de um retiro que celebrou, também, a abertura do “Ano Paulino” no país, «gostariam de dar uma palavra de ânimo e de esperança a todo o Povo angolano».
O documento reconhece que «são muitos os cidadãos que desconfiam das eleições. Dizem que é melhor não votar para não voltar à guerra.»
Mas, estimam os homens de Deus, «o melhor modo de evitar uma guerra é fazer a eleições que sejam incontestáveis porque livres, justas e transparentes. Neste momento é importante que todos participem.»
«As eleições, sendo bem realizadas, com justiça e com transparência, contribuem significativamente para melhorar as condições de vida de um Povo», vinca a mensagem.
Missão específica das entidades religiosas
Recorda que «a Igreja não opta por nenhum partido político, portanto a campanha política não deve ser feita pela Igreja, nem na Igreja e muito menos pelos líderes da Igreja! Por isso, a Igreja não deve ter “cor político-partidária”.»
Avisa que «os Bispos, Padres, Diáconos, Religiosos, Religiosas e Catequistas - chefes de comunidade, são na comunidade não só ministros do culto e agentes da evangelização mas também promotores da unidade entre o Povo de Deus. Sob sanção disciplinar, não podem ser ao mesmo tempo líderes de comunidade cristã e activistas de partidos políticos».
«Os lugares de culto e estruturas eclesiásticas são apartidários. Por isso, não podem ser utilizados para neles se fazer qualquer propaganda política, nem sequer aparente. Por isso, rogamos aos fiéis a delicadeza de não irem ao culto com insígnias do seu Partido político. Mas reservem o seu uso para outros tempos e lugares», reza, ainda, a mensagem.
Apela, por conseguinte, aos actores político-partidários para «respeitar a missão específica na sociedade das entidades religiosas devendo, por isso, ser isentas de todo o tipo de aliciamento e de pressão político-partidária».
Espírito de tolerância
Defende « a nobreza do papel das Autoridades Tradicionais como guardiãs da cultura e unidade das famílias e comunidades», além de exaltar o espírito de tolerância entre os simpatizantes e membros de diversos partidos políticos.
A mensagem vinca finalmente que «o melhor modo de ganhar as eleições será o de cumprir com responsabilidade aquilo que se prometeu. Por outro lado, quem as não vencer, aceite o exercício da oposição como um serviço insubstituível em todo o regime democrático.»
Os leitores podem encontrar o texto integral da nova pastoral nas rubricas intituladas “eleições”, e “documentos”.
Fonte: Apostolado
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