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Abortos clandestinos em Luanda levam jovens à urgência da Maternidade Lucrécia Paim |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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01-Jun-2008 |
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Três a cinco jovens são assistidas por dia no Banco de Urgência da Maternidade Lucrécia Paim, em Luanda, por se apresentarem com hemorragias e dores resultantes de abortos clandestinos, informou ontem à Angop a responsável e supervisora de assistência ambulatória da instituição, Delfina Paulo.
De acordo com a responsável, a estatística feita de Dezembro a Fevereiro de 2008 indica a ocorrência de 510 casos, entre os quais abortos incompletos.
Os casos mais frequentes, disse, são os de abortos incompletos, porque as gestantes ingerem citoteque ou misofistol em casa, medicamentos que causam hemorragia.
Estes fármacos, explicou, foram criados para doentes com problemas gástricos. Ao serem consumidos por pessoas que não tenham tais doenças, podem provocar efeitos colaterais perigosos.
Segundo a supervisora, são atendidas diariamente 10 a 15 casos de mulheres com idades entre 15 e 25 anos.
O surgimento de gravidezes não desejadas, sobretudo entre pessoas carentes, é que leva tais jovens a esta prática, referiu.
Delfina Paulo disse também que a falta da disciplina de educação sexual no currículo escolar também contribui para o aumento de gravidezes e os consequentes abortos clandestinos.
Para se prevenir a situação, afirmou, deve-se melhorar a cobertura e eficácia do Programa de Planeamento Familiar e intensificar os programas de educação sexual.
Em Angola, o aborto ilegal é punível por lei.
Fonte:Jornal de Angola
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