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O vírus hemorrágico que vitimou três pessoas em clínicas da África do Sul nas últimas semanas foi identificado pelas autoridades como «Febre de Lassa», com origem em roedores e que é endémico em várias regiões da África Ocidental. Lucille Blumberg, directora do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas (NICD), fez o anúncio domingo com base em resultados de testes conduzidos pelo instituto e pelo Centro de Controlo de Doenças (CDC) dos Estados Unidos a sangue e outros tecidos das três vítimas mortais do vírus que colocou em alerta máximo o sistema de saúde sul-africano em meados de Setembro.
Cecília van Deventer, de 36 anos, uma mulher sul-africana residente na Zâmbia, contraiu o vírus e acabaria por contagiar Hannes Els, um paramédico que a acompanhou num avião-ambulância com destino a Joanesburgo, e Gladys Mthembu, uma das enfermeiras que a tratou na clínica de Morningside, onde morreu. Apesar das autoridades estarem convencidas de que conseguiram isolar o vírus e interromper a propagação, cerca de uma centena de pessoas foram desde então monitorizadas, tendo algumas sido internadas em enfermarias isoladas de dois centros hospitalares académicos de Joanesburgo Lucille Blumberg descreveu o vírus agora isolado como um «arenavírus do tipo Febre de Lassa, que se encontra na urina de roedores e pode contaminar alimentos ou a poeira em residências propagando-se para os seres humanos». Para aquela especialista, os roedores que são portadores deste vírus encontram-se geralmente em ambientes rurais, afastados dos centros urbanos da África Ocidental, onde proliferam em condições caracterizadas por pouca higiene. A primeira vítima da doença, Cecile van Deventer, vivia numa pequena quinta da Zâmbia, e deve ter sido naquele ambiente, segundo os primeiros estudos, que contraiu o vírus. IOL
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