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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Angola/Saúde: Com o fim da guerra civil o Aids ameaça a população de Angola Imprimir e-mail
Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.   
10-Nov-2008

Os 27 anos de guerra civil em Angola provocaram muito derramamento de sangue e destruição, mas também serviram como proteção contra o mortal vírus da Aids, que agora ameaça disseminar-se por esse país africano, afirmou o ministro angolano da Saúde, José Van-Dunem.

Van-Dunem afirmou temer que a reconstrução de estradas e pontes destruídas acabe por ajudar na disseminação do vírus através da locomoção de pessoas pelos países vizinhos.

Segundo estimativas do governo, cerca de apenas 2,1 por cento dos 16,5 milhões de angolanos acusaram a presença do vírus HIV (da Aids).

As autoridades realizam também uma campanha de conscientização a fim de alertar os angolanos sobre os perigos da doença e prover exames e tratamento gratuitos.

"Se você analisar nosso Orçamento, perceberá o quão seriamente encaramos esse problema."

SURTO

Porém, na Província de Cunene (sul), na fronteira com a Namíbia, já acontece um surto de Aids. Estima-se que 16 por cento dos moradores dali estejam ficando doentes em virtude do HIV, revelou a Rede Angolana de Organizações de Combate à Aids.

"Cunene apresenta a maior taxa de contaminação pelo HIV do país. Combateremos a disseminação da doença lá e em outras províncias da fronteira. O número de portadores do vírus nos países vizinhos é muito maior do que aqui", afirmou o ministro.

Outras províncias do norte, na fronteira com a República Democrática do Congo, como Uige, também registram um aumento constante na quantidade de casos de Aids.

Isso alimentou temores de que o imenso esforço de reconstrução da infra-estrutura empreendido em Angola desde o fim da guerra civil, em 2002, continuará a fazer crescer a população das maiores cidades angolanas, como Luanda, e disseminará ainda mais a doença.

Não obstante ter reconhecido os perigos da Aids no país, Van-Dunem disse que os esforços do governo para contê-la estavam sendo bem-sucedidos.

"O que está acontecendo hoje é que as pessoas mostram-se mais abertas a respeito da Aids porque têm agora mais acesso ao tratamento."

A África subsaariana continua a ser a região do mundo mais afetada pelo HIV, com 22,5 milhões de pessoas portadoras do vírus no final de 2007, ou dois terços do número global de casos, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU).

Reuters/Por Henrique Almeida 

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