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 Precisam-se médicos para o Bie O município do Kunhinga, na província do Bié, necessita de mais médicos nas especialidades de Pediatria, Obstetrícia, Ginecologia, Ortopedia e Cirurgia, para garantir melhor assistência sanitária à população daquela localidade.
O responsável da saúde daquele município, Diamantino Esperança Luciano, informou que os médicos necessários são para preencher as lacunas existentes em termos de especialistas no hospital daquele município.
Disse ainda que aquela localidade tem apenas um médico de clínica geral, número considerado ínfimo para aquela localidade com uma densidade populacional estimada em mais de 100 mil habitantes.
Acrescentou que são necessários mais postos de saúde para se estender a rede sanitária, bem como encurtar a distancia que a população percorre até à sede municipal a procura de assistência medico-medicamentosa.
Referiu que nos meses de Janeiro e Fevereiro foram realizadas 2.437 consultas nas especialidades de Medicina, Pediatria, Puericultura, Consultas Pré-Natais, Obstetrícia, Ginecologia, Planeamento Familiar e realizou 42 partos.
Disse ainda que no mesmo período 53.381 pessoas entre crianças e adultos, mulheres gravidade e em idade fértil foram imunizadas contra diversas patologias, como sarampo, tuberculose, tétano, tosse convulsa, febre amarela, visando criar imunidades no organismo.
Registaram-se também sete casos de sarampo e igual número de suspeitas de tuberculose, sendo os primeiros tratados naquela unidade sanitária enquanto que os outros estão em terapia no sanatório local.
A rede sanitária do município é assegurada por 220 trabalhadores, dos quais um médico coreano, enfermeiros dos níveis médios, básico, administrativos e auxiliares de limpeza.
F: Angop
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O número de médicos por cada 100 cidadãos é um dos maiores indicadores de desenvolvimento de uma país de direito. Infelizmente é um dos pontos mais fracos em todos os países em via de desenvolvimento como Angola.
As causas estão sobretudo nas condições de trabalho que os governos metem a disposição dos médicos. Sabemos que a formação neste sector requer anos e anos de investimento e estes esperam ter a possibilidade de mudar suas vidas assim que começam a trabalhar.
Conheço pela Europa e Usa ha fora muitos médicos de países africanos que por motivos económicos tiverem que deixar os seus países e trabalhar em Hospitais ocidentais. Um médico africano nos primeiros anos do seu trabalho chega a ganhar 3.000€ mensais.
Nesta ordem de idédias, creio que a imigração dos médicos é a emorregia que maior atenção necessita neste preciso momento que Angola quer trilhar os caminhos do bem estar.
Médicos para o Bié sim, mas que o Governo comece a pensar nas condições necessárias para se desloquem e possam meter em práticas as competências que lhes caracteriza e que são necessárias nos territórios que lhe necessita.
Obs: A imigração especializada é sempre bem vinda na Europa, espero que em Angola, estes temas e informações não fiquem entre as menos imporantes.
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