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Uma jornada de marchas e mobilizações decorreu terça-feira, em diferentes cidades chilenas para protestar contra a decisão do Tribunal Constitucional (TC) de proibir a distribuição gratuita da chamada "pílula do dia seguinte" no sector público de saúde.
Em Santiago, os funcionários dos centros municipais de Saúde iniciaram a jornada de protesto com uma paralisação das actividades dos consultórios no período da tarde.
O presidente da Confederação de Trabalhadores da Saúde Municipalizada (Confusam), Esteban Maturana, destacou que os utentes acorreram em baixo número aos centros primários, o que contribuiu para a elevada participação - 80 por cento - dos funcionários do sector.
A decisão do Tribunal Constitucional que proibiu a pílula "é o exemplo mais claro de um machismo recalcitrante e de um moralismo antiquado" no Chile, o que impede "avançar pelo caminho da modernidade", afirmou.
Além da greve, os funcionários deste sector da saúde desfilaram pelo centro da capital chilena até aos arredores da sede do Tribunal Constitucional.
Durante o percurso os funcionários confrontaram-se verbalmente com um grupo de pessoas favoráveis à decisão do Tribunal Constitucional que se manifestava em frente do Ministério de Saúde.
Os membros da Confusam prosseguiram a marcha até à sede do Tribunal Constitucional, onde entregaram uma carta dirigida aos seus membros.
Além desta mobilização, está programada uma marcha em direcção à Praça da Cidadania, em frente do Palácio de La Moneda, onde se realizará um comício a favor de polémica pílula.
Natalia Flores, coordenadora do Movimento Anticoncepcional, principal entidade organizadora das manifestações programadas por todo o país, explicou que existia autonomia nas manifestações e que se esperava uma ampla participação dos cidadãos.
As marchas decorrem também nas principais cidades do país, como Temuco, Concepcion, Valparaíso, Antofagasta ou Calama, entre outras.
Angolapress
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