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O coordenador das doenças tropicais negligenciadas, Pedro António, informou ontem, em Luanda, que de 2002 a 2007 foram diagnosticadas cento e catorze mil e 751 casos de oncocercose (cegueira dos rios) a nível nacional.
Em entrevista à Angop, o responsável revelou que a província da Lunda-Norte registou um total de 738.864 casos, a Lunda Sul 261.838, o Moxico 231.466, enquanto a província do Bengo registou 111.444. Na província do Uíje foram notificados 106.700 casos, Cabinda 379.131, Huíla 352.853, Kwanza-Norte 128.542 e Kuando-Kubango 107.643 caos. De acordo com o responsável, as províncias de Cabinda, Lunda-Norte e Sul, Moxico e Uíje são consideradas hiper endémicas, porque apresentam uma taxa de mais de 50 por cento da população infectada. As províncias do Bengo, Kwanza-Norte, Huíla e Kuando-Kubango são consideradas mesoendémicas, com uma taxa de 20 a 48 por cento. Pedro António disse também que foram visitadas 535 aldeias. O médico salientou que em 2007 foram tratados 128 doentes na província da Lunda-Sul e 148 na Lunda-Norte. Explicou que a patologia é transmitida por uma mosca preta. “Estamos a lutar bastante para a sua redução, por isso estamos a fazer um tratamento em massa”, frisou. A oncocercose ou cegueira dos rios, cujo período de incubação é de dois anos, tem como sintomas, lesões na pele e mais tarde diminuição da visão. O vector é predominante em zonas de abundante vegetação e próximas dos rios. Para o tratamento é usado o Mectizan, que deve ser distribuído gratuitamente. A oncorcecose é uma doença dérmica, aparece através de nódulos. A doença faz com que a pele se apresente com o aspecto da do leopardo e despigmentada. Não causa dor. JA
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