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Doença tropical Loa Loa ransmitida pela mosca Chrysops ataca Cabinda e Bengo |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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13-Jun-2008 |
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As províncias de Cabinda e do Bengo foram as mais afectadas pela doença do Loa-Loa, transmitida pela mosca do género Chrysops.
Na província mais a norte do país registaram-se 529 casos, ao passo que no Bengo apareceram 551. Em terceiro lugar surge o Uíge, com 271, Lunda Norte (265), Lunda Sul, 176, Kuanza Norte, 56 e o Zaire com 166. A transmissão da doença começa quando a mosca pica uma pessoa, transmitindo-lhe bactérias que num período de 10 a 12 dias, se transforma em larcas infectantes, atacando as vias respiratórias.
O vírus pode estar presente no sangue até 17 anos. Os indícios da doença são inchaço dos braços, pernas, fortes dores de cabeça e o surgimento de nódoas nos olhos.
A Loa-Loa continua a ser um grande problema de Saúde Pública, em África, sendo uma das seis doenças cuja erradicação global está previsto para o ano de 2020.
De acordo com o coordenador do programa nacional de controle das doenças tropicais e negligenciadas, Pedro António, a patologia pode ser evitada se a população tomar alguns cuidados básicos de higiene, nomeadamente ferver a água, defecar somente em latrinas e usar mosquiteiro.
As províncias de Luanda e Benguela, até ao momento, não registaram nenhum caso porque, segundo Pedro António, a doença é apenas frequente em regiões florestais.
Pedro António adiantou ainda que em alguns casos a doença tem passado despercebida por falta de especialistas nesta área.
O primeiro caso de Loa-Loa, em Angola, foi detectado, em 1970, no norte do país.
Fonte:Apostolado
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