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A epidemia de cólera que assola Angola desde 2006 agravou-se nos últimos dias, com o registo de mais de 100 casos na província do Cunene região sul, disse esta terça-feira à Lusa o porta-voz do Ministério da Saúde, Jesus Ramos.
Cunene é a província angolana mais afectada pela epidemia de cólera, que abrange a totalidade do território angolano.
Segundo o responsável, o surto de cólera generalizou-se por todo o território angolano, dado que existem condições que propiciam o seu alastramento.
"Pelo país inteiro há muito lixo, lagoas provocadas pelas chuvas, há pouca água potável e tudo isso são meios de transmissão da epidemia", salientou Jesus Ramos.
O porta-voz do sector sanitário referiu que a província do Cunene é a "mais afectada" devido às cheias que se registam, o que está na origem da morte de "muitos animais" e onde existe "muita água contaminada".
"Esta situação preocupa o sector da Saúde, mas a intervenção da sociedade é fundamental para diminuir o crescente número um pouco por todo o país, sobretudo no Cunene", frisou.
Jesus Ramos acrescentou que, para combater a epidemia e além do atendimento hospitalar aos doentes, o Ministério da Saúde apela para a continuidade da ajuda das autoridades locais e da comunidade, "através da observância de medidas preventivas" Ferver a água para beber, evitar focos de lixo e manter as condições de higiene, especialmente das zonas habitacionais, "é essencial para debelar este problema", frisou.
A epidemia de cólera em Angola surgiu em Fevereiro de 2006, e desde então foram registados mais de 80 mil casos de infecção e mais de três mil mortos, com um relativo abrandamento do número de casos e mortes no período seco.
A época das chuvas, a mais problemática, vai de Novembro a Maio.
Fonte:Lusa
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