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Espanha: Colombiana de 30 anos recebe transplante de traqueia reconstruída com células do seu corpo |
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Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
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25-Nov-2008 |
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Claudia Castillo, de 30 anos e com problemas respiratórios, foi submetida na Espanha ao primeiro transplante de traqueia reconstruída com células do seu próprio corpo evitando a medicação imunossupressora, revelou ontem a edição electrónica do jornal médico britânico «The Lancet». O transplante foi feito em Junho pelo médico Paolo Macchiarini, no Hospital Clínico de Barcelona e foi o resultado de um trabalho conjunto do Hospital Clínico de Barcelona, em Espanha, da Universidade de Bristol, no Reino Unido, do Politécnico de Milão e da Universidad de Pádua, em Itália.
Claudia Castillo, sofria com graves problemas respiratórios devido a uma tuberculose que causou um colapso do pulmão esquerdo, logo após a bifurcação da traquéia.
O doador foi um individuo de 51 anos morto por hemorragia cerebral. Após fazer 25 lavagens a um excerto de sete centímetros da traqueia para eliminar do órgão todas as células do doador, Macchiarini refez a traqueia com as células de Claudia.
Depois das lavagens, a traquéia ficou reduzida a uma estrutura livre de qualquer antígeno do doador. Um pouco antes da cirurgia inseriram-se cerca de 100 mil células epiteliais da paciente. Também foram inseridos condrócitos -- células de cartilagem -- na parte externa do órgão, diferenciadas a partir de células-tronco procedentes de sua medula óssea.
A traqueia da doadora foi colocada em um aparelho, um «biorreactor» concebido especialmente, onde girava com as células da paciente. Desta forma, o órgão foi colonizado pelas células da futura receptora.
Desta forma, Claudia não teve que tomar imunossupressores que habitualmente são usados após um transplante para minimizar o risco de rejeição, pois o seu corpo dificilmente iria rejeitar um órgão com seu material genético. «O risco é quase zero, afirmou Macchiarini.
Segundo afirmações de Macchiarini, a engenharia de tecidos tornou possível a intervenção duplamente inovadora, pois a traquéia transplantada é um híbrido entre o órgão do doador e as células-tronco epiteliais de receptora, caso não funcionasse, a única alternativa seria a retirada de um pulmão da paciente.
Esta inovação médica pode ser aplicada a outras doenças das vias respiratórias superiores (deformação congénita, alguns tumores) que não podem ser tratadas com a cirurgia clássica.
(c) PNN Portuguese News Network
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