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A directora nacional de Saúde Pública, Adelaide de Carvalho, afirmou ontem, em Luanda, que a mortalidade materna e infantil continuam a ser importantes problemas de saúde pública em Angola.
A responsável, que falava no acto de abertura da jornada de saúde reprodutiva, que se realiza no âmbito das actividades alusivas ao Dia da Mulher, que hoje se assinala, disse ainda que as estimativas actuais apontam para 250 óbitos por cada 1000 crianças com menos de cinco anos.
O encontro, visou sensibilizar os participantes sobre a problemática da saúde materna, bem como promover a reflexão sobre intervenções que contribuem para a redução da mortalidade materna.
Adelaide de Carvalho referiu que as causas ligadas à morte de uma mulher são evitáveis, na sua maioria, se estiverem disponíveis todos os dias, durante 24 horas, os cuidados e serviços para o seu atendimento, bem como das crianças.
Dentre as causas de morte mais frequentes, segundo realçou a directora, constam as hemorragias, a eclampsia, que são os transtornos hipertensivos da gravidez, a rotura uterina, que surge em consequência de um parto prolongado, bem como as infecções e a malária.
Adelaide de Carvalho disse que o compromisso do Governo para a elaboração do plano estratégico de redução acelerada da mortalidade materna e infantil, assim como de um roteiro angolano para acelerar a redução da mortalidade materna neonatal, com implementação de cuidados primários de saúde, com ênfase para a atenção materna e infantil, tem sido reafirmado, principalmente a nível do Ministério da Saúde.
F: JA - Helma Reis|
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