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José Van-Dúnem, Ministro da saúde, defende supervisão da qualidade dos laboratórios |
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Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
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08-Out-2008 |
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O ministro da saúde, José Van-Dúnem, defendeu, em Luanda, a supervisão permanente dos laboratórios clínicos, para que haja maior possibilidade de sucesso na luta contra a tuberculose.
O responsável teceu tais considerações aquando da abertura do Simpósio Nacional sobre a Tuberculose, que visa, entre outros objectivos apresentar o plano Estratégico para os próximos cinco anos e o novo manual técnico da doença.
Sublinhou a necessidade de uma maior integração dos serviços de saúde para facilitar o diagnóstico precoce, acrescentando que a dificuldade da eficácia do Tratamento Directamente Observado de Curta Duração (DOTS), existe na articulação a diversos níveis.
De acordo com o ministro, Angola dá-se por felizarda por não haver casos de resistência dos actuais tuberculoestaticos, pois o importante é usar bem os medicamentos disponíveis para retardar a doença.
Por seu turno, a directora do Programa Nacional de Combate a Tuberculose (PNCT), Conceição Palma, afirmou que nos últimos três anos os casos tendem a aumentar, exemplificando que o número passou de 38 mil 317, 2005, para 42 mil 383, em 2007.
Frisou a necessidade do aumento do número de laboratórios clínicos para se fazer face a demanda. Por exemplo, a província de Luanda possui 17 laboratórios quando deveria contar com 48, para que cada um cubra 150 mil pessoas.
Acrescentou que o país conta com mil 900 unidades hospitalares mais só 180 possuem unidades de tratamento da tuberculose, o que não é aconselhável, pois o mais importante é colocar centros próximo à população, para evitarem-se as desistências.
Luanda e Benguela detêm 50 porcento dos casos de tuberculose, quando a cobertura no seio da população angolana é de 53 porcento.
Estão na base do aumento de casos da doença, o alcoolismo, mal nutrição, VIH/Sida e a promiscuidade.
Como estratégias, o MINSA preconiza a expansão do DOTS, melhorar a qualidade das intervenções, implantar novas técnicas de diagnóstico e reforçar parcerias.
No primeiro semestre deste ano, foram diagnosticados mais quatro mil 759 novos casos comparativamente a igual período do ano passado.
FNT/Angop
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