|
Quarenta técnicos de enfermagem na província do Kuando Kubango, sudeste de Angola, terminaram hoje, segunda-feira, um seminário sobre a nova política de diagnóstico e tratamento de malária, à base de combinações terapêuticas derivadas de arteminisinas (ACT), numa promoção do Ministério da Saúde.
Ao intervir no acto de encerramento, o formador do Programa de Controlo de Malária, Pedro Van-Dúnem, disse que acções de formação do género têm decorrido em todo o país e o programa iniciou em 2005 e visa, essencialmente, a transmissão da nova política para o diagnóstico e tratamento da doença em referência.
Frisou que, depois da formação, com duração de quatro dias, os técnicos de enfermagem dos municípios de Menongue, Kuito Kuanavale, Kuchi, Calai, Nankova, Mavinga e Rivungo têm a partir de agora instrumentos essenciais que vão permitir diagnosticar da forma mais precoce possível, evitando deste modo que os doentes morram nas mãos dos enfermeiros.
Garantiu que formações do género vão continuar localmente e que estará um oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS), instruído dentro do programa de acções de formação, para ajudar assim neste aspecto, cabendo aos formandos gerir e administrar da melhor forma o novo medicamento junto dos pacientes, a par da aplicação do Coartem, adequado para a malária.
O director provincial da Saúde, Domingos Cassanga, convidado para encerrar o curso, referiu que a malária é uma doença mais diagnosticada na rede sanitária do país e em particular no Kuando Kubango, bem como continua a ser a principal causa de internamento e de óbitos nos hospitais locais.
É em função deste quadro, avançou o director, que a OMS recomenda o abandono da mono terapia da malária, tendo em conta o desenvolvimento da resistência pelo plasmódio e tendo em conta, igualmente, o aumento da mortalidade em Angola.
Segundo ele, o processo da mudança da política de tratamento da doença a nível nacional constitui um desafio para as províncias porque exige uma série de pressupostos, pelo que é necessário que o referido processo seja progressivo e necessita de uma fase de transição.
Para a execução deste programa, fez saber, o governo encontrou o engajamento financeiro dos doadores e parceiros, com destaque para o Fundo Global, Banco Mundial, a Cooperação Japonesa, Usaid, entre outros, o que está a facilitar o tratamento combinado com base a arteminisina. Durante quatro dias foram tratados temas como a malária em Angola e no mundo, teste de diagnóstico rápida (TDR) da malária, controlo da doença na mulher grávida, ciclo biológico da parasita no hospedeiro, entre outros.
Angop
|