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O Hospital Sanatório de Luanda registou, de Janeiro a Setembro, 1.591 casos de tuberculose, segundo uma fonte ligada àquela unidade hospitalar, que prestou a informação durante uma acção formativa destinada a médicos e técnicos de enfermagem.
De acordo com o enfermeiro Inácio Futa Oleca, o Hospital Sanatório, construído na década de 70, tinha, até sexta-feira, 182 doentes internados.
Participaram da acção formativa sobre os cuidados que se deve ter com a tuberculose quarenta e dois médicos e técnicos de enfermagem do Hospital Sanatório.
O curso, ministrado por especialistas brasileiros, americanos e angolanos ligados ao Departamento Provincial de Saúde Pública, serviu para refrescar os técnicos daquela unidade hospitalar de referência em Angola.
Segundo o enfermeiro Inácio Futa Oleca, a acção formativa passou em revista as estratégias e metodologias que garantem a redução dos casos de tuberculose.
Inácio Oleca disse, em entrevista ao Jornal de Angola, que os casos que dão entrada no Sanatório têm aumentado significativamente.
“Os casos de tuberculose têm aumentado e tendem a subir, aqui no Hospital Sanatório pelo facto de, com o advento da paz, as populações estarem a regressar das áreas onde não se faziam sentir os serviços de saúde. Hoje, a tuberculose é um caso sério e a tendência é de subir”, disse.
O enfermeiro explicou que a tuberculose é uma doença infecciosa por micro bactéria, o Mycobacterim Tuberculosis, também conhecido por Bacilo de Koch.
Acrescentou que a infecção é transmitida de uma pessoa para outra por via respiratória. Porém, a resposta imunológica é capaz de impedir o desenvolvimento da tuberculose na maioria dos indivíduos, disse.
A tuberculose é uma doença de evolução geralmente crónica. Em alguns casos, o doente com tuberculose pode necessitar de internamento hospitalar.
Segundo ainda Inácio Oleca, para tal é necessário que o serviço médico tenha recursos técnicos adequados para o isolamento de pessoas com tuberculose pulmonar em fase de infectante, no intuito de impedir a disseminação intra-hospitalar da doença.
Acrescentou que é necessário que estejam disponíveis equipamentos de protecção individual tecnicamente indicados para doenças de transmissão respiratória.
FNT/JA
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