|
Luta contra o VIH-Sida: Angola tem 37.000 seropositivos, estatísticas do Instituto Nacional de Luta |
|
|
|
Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
|
|
28-Nov-2008 |
|
Em Angola estão notificadas trinta e sete mil pessoas infectadas pelo VIH-Sida, de acordo com a directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, Dulcelina Serrano, para quem o número de portadores do VIH/Sida tem estado a aumentar. Dulcelina Serrano fez este pronunciamento quinta-feira, no acto de entrega de bens alimentares e brinquedos da AJAPRAZ ao Hospital Esperança, argumentando que a estimativa do país é de aproximadamente 200 mil pessoas vivendo com VIH. Dulcelina Serrano explicou que das 37 mil pessoas notificadas estão em acompanhamento mais de 33 mil, das quais cerca de 14 mil estão a fazer tratamento com anti-retrovirais. Segundo a directora do Instituto Nacional de Luta contra a Sida, a desistência por parte de alguns seropositivos ainda é um problema bastante preocupante porque o estigma e o preconceito são uma das principais barreiras para as actividades de combate ao VIH/Sida e fundamentalmente para a adesão ao tratamento e acção de prevenção que visam a mudança de comportamento de alguns indivíduos. “As pessoas adoptam outros comportamentos, deixam de tomar regularmente os anti-retrovirais, adquirem hábitos que favorecem a resistência ao vírus que faz com estes voltem novamente numa situação clínica crítica”, explicou. Face a esta situação, Dulcelina Serrano disse que a instituição tem vindo a melhorar a informação relativamente à desistência e a toma dos anti-retrovirais uma vez iniciados. “Os grandes desafios da luta contra a Sida só serão vencidos se houver um envolvimento das pessoas, comunidades e do Governo, de forma a ver uma partilha de responsabilidades em que cada um assuma o seu papel e possa dar o contributo nesta luta”, afirmou. Segundo a directora, hoje, a nível nacional, já é possível fazer o teste de VIH/Sida, pois mais de 134 mil unidades estão espalhadas por todo o território nacional e oferecem gratuitamente a possibilidade de um cidadão saber o seu estado serológico. Para Dulcelina Serrano, as mulheres estão mais sensibilizadas em procurar os serviços de testagem voluntária do que os homens. FNT/JA
|