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Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Malária em queda livre em Angola - Áreas de risco Huíla, Cuando-Cubango, Cunene e Luanda Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
17-Fev-2008

A malária, uma doença considerada endémica em Angola, registou nos três últimos anos uma redução progressiva em termos de vítimas mortais, tendo em 2007 registado menos 1 850 óbitos do que em 2006.

Apesar da diminuição dos óbitos em 2007, a doença foi detectada pelos serviços de saúde angolanos em 1,831 milhões de pessoas. Destas, morreram por acção do plasmodium, agente causador da doença, 5850, referiu ontem à Lusa o director adjunto do Programa Nacional de Controlo da Malária, Nilton Saraiva.

Os números, apesar de elevados, consubstanciam importante diminuição face a 2006, quando foram registados 2,283 milhões de casos de malária, de que resultaram 7786 mortes, com uma taxa de letalidade a rondar os 0,4%.

Em 2007, as áreas de maior risco - em número de casos e de mortes - foram as de Luanda, capital do país, e Cunene, Huíla, Cuando-Cubango e Namibe, no Sul.

No passado recente, Angola chegou a registar mais de três milhões de casos e, em 2003, atingiu 38 600 óbitos, o valor mais alto do período 1999/2006.

Há três anos que o número de casos e de óbitos decaiu, tendo em 2004 sido registados 2,4 milhões de casos e em 2005 e 2006 notificados 2,3 e 1,7 milhões, respectivamente. Quanto ao número de mortes, em 2004 foram registados 12 459 óbitos e em 2005 e 2006 quantificados 13 768 e 7786 mortos por malária.

Em Angola, onde mais de 80 por cento dos habitantes constituem uma população de alto risco, estão identificadas três espécies de plasmodium envolvidas na transmissão da malária - o plasmodium falciparum 92%, plasmodium vivax com 7% e plasmodium malariae com 1%.

A malária aumenta durante a estação das chuvas, com um pico entre os meses de Janeiro e Maio.

Saraiva considerou que esta evolução se deve sobretudo aos novos fármacos utilizados no combate à doença e ao aumento do número de habitações com redes mosquiteiras.

Segundo aquele responsável, o aumento da distribuição de redes mosquiteiras para grávidas e crianças menores de cinco anos nas classes mais vulneráveis tem estado a "contribuir para a redução de casos de malária (ou paludismo)".

Um dos caminhos encontrados para a redução de casos e de mortes por malária em Angola foi o "controlo integrado do vector" e a "protecção individual", estando para isso a ser automatizadas medidas preventivas, selectivas e duradouras, como a distribuição de mosquiteiros, a luta antivectorial (mosquito) e o tratamento intermitente e preventivo à grávida.

LUSA

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Comentários (1)Add Comment
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escrito por lala e miris, Setembro 21, 2008
isso é uma história muito muito muito.....triste
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