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Adolescentes que tomam regularmente o pequeno-almoço têm tendência para ganhar menos peso, fazer mais exercício e seguirem uma dieta mais saudável do que os seus pares que não comem pequeno-almoço, concluíram investigadores norte-americanos que monitorizaram, durante cinco anos, os padrões de alimentação e de peso de 2216 adolescentes da área de Minneapolis-St. Paul, do Estado do Minnesota, EUA.
“O que detectámos no estudo foi que os adolescentes que tomam pequeno-almoço frequentemente, e em especial todos os dias, têm estilos de vida mais saudáveis. São muito mais activos fisicamente e têm uma dieta melhor. Por isso, têm um consumo de gordura e colesterol inferior e ingerem mais fibra”, afirmou à Reuters Mark Pereira, investigador da Escola de Saúde Pública da Universidade do Minnesota.
O estudo, publicado na revista Pediatrics, é a conclusão do acompanhamento de adolescentes durante cinco anos, desde idades inferiores a 15 anos. De acordo com os investigadores, estima-se que um quarto dos adolescentes dos EUA não come pequeno-almoço. E estes têm em média mais 2,3 quilos de peso que os que seguem a regra das três refeições principais por dia.
Mark Pereira explica o porquê de um adolescente que come mais uma refeição ser menos pesado: ao tomarem o pequeno-almoço, os adolescentes podem ter mais facilidade em controlar o apetite e em evitar excessos nos almoços e jantares.
Mas o investigador ressalva que o pequeno-almoço não deve ser constituído apenas por alimentos à base de chocolate ou açúcares: “Em geral, há muitas oportunidades, no contexto de um pequeno-almoço, para fazer escolhas saudáveis. Cereais prontos a comer podem ter níveis de açúcar elevados, mas também podem ser ricos em fibras e nutrientes. E podem ser consumidos com leite magro e talvez alguma fruta ou sumo de fruta.”
Dados do estudo
Título: Breakfast Eating and Weight Change in a 5-Year Prospective Analysis of Adolescents: Project EAT (Eating Among Teens)
Publicação: PEDIATRICS, Vol. 121 No. 3 March 2008, pp. e638-e645
Autores: Maureen T. Timlin, PhD, Mark A. Pereira, PhD, Mary Story, PhD and Dianne Neumark-Sztainer, PhD
Por: PUBLICO.PT
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