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O psicólogo Carlinhos Zassala considerou hoje, sexta-feira, em Luanda, que o aumento do consumo de álcool pela juventude está a atingir indicadores alarmantes na sociedade angolana.
| Foto Angop |
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| Psicólogo Carlinhos Zassala |
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Em declarações hoje à Angop, ainda no âmbito do Dia da Juventude Angolana, assinalado dia 14 deste mês, Carlinhos Zassala explicou que a partir do momento em que os jovens começam a consumir bebidas alcoólicas, esta tem efeitos no funcionamento da sua memória, pelo que o excesso prejudica a sua vida social.
Segundo o também docente, o álcool, enquanto droga, tem a capacidade de diminuir a força que separa o consciente do inconsciente, sustentando que o jovem embriagado não goza das suas faculdades mentais.
Na sua óptica, como psicólogo social, mostrou-se preocupado com o comportamento da juventude angolana, exemplificando não ser novidade que o mundo da delinquência juvenil esteja a aumentar, tendo-se registado casos de jovens que estão a atacar nas ruas da cidade com catanas e machados.
Segundo disse, isso passa por frustrações, pois a bebida traz esses comportamentos. Quem está sobre o efeito do álcool não mede consequência, pois, como exemplificou, o jovem que violou uma velha de 60 anos estava sobre o efeito de álcool.
Apontou como causas do uso abusivo de bebidas alcoólicas, entre a juventude, o desemprego, o difícil acesso à escola, a carência afectiva, a depressão, entre outros factores.
Na sua óptica, o refúgio nestas substâncias pode levar estas pessoas a um estado de doença, ou seja, tornam-se dependentes. Por esta razão, adiantou, deve haver um trabalho do Ministério da Juventude e Desportos, na organização de comissões interdisciplinares, psicólogos, sociólogos, antropólogos e outras individualidades para reeducar os jovens alcoólatras.
Considerado uma droga psicotrópica, o álcool é consumido em bebidas vendidas Comercialmente. Os seus efeitos no organismo variam de acordo com o tipo de bebida ingerida, organismo do consumidor e constância de consumo.
Os efeitos são os mais variados, desde um simples mal-estar até à falência múltipla dos órgãos e morte. A mistura de bebidas - fermentadas ou destiladas - contribui para potencializar os efeitos do álcool.
A substância está intimamente ligado ao aparecimento de certas doenças como a cirrose, gastrite, polineurite, anemia, pelagra e úlceras cutâneas. Além disso, causa deficiência de vitaminas B1, B2, B6, B12 e C, afectando também parte do cérebro que controla a frequência respiratória e cardíaca.
De acordo com o psicólogo, Angola regista um alto índice de importação de bebidas alcoólicas e estas podem ser facilmente adquiridas em qualquer lugar por adultos e menores.
Carlinhos Zassala, nascido em Julho de 1946, licenciou-se em psicologia escolar, pela Universidade de Kissangani, ex–Zaire. Obteve o grau de mestre e posteriormente, em 1995, o de doutor em psicologia social e da personalidade, pelo Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Brasil.
F: Agencia Angolapress
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Meu eu sou o dj panico e achei muito interessante este artigo. No ano passo realizei alguns trabalhos no Brasil, na Universidade Tuiuti do Parná, sobre o uso e o abuso de álcoool em estudantes universitários, principalmente na área da saúde, que, segundo pesquisas, é a população, que, na sociedade Brasileira, mais consome bebidas alcoóloicas. Ao realizarmos palestras para prevenção do uso e abuso, perdcebeu-se que os estudantes apresentavam muita resistência, até mesmo, em ouvir a palestra. O uso e o abuso de álcool é um problema grave em muitos países, pois, utilizam-no como uma forma de encobrir problemas psicológicos, seja da ordem das doenças psiquiátricas como simples dificuldades emocionais que surjem em decorrência da forma com que encaram os problemas da vida. Com certeza, a facilidade para se comprar a bebida ajuda, e muito, na manutenção do vício. Além da mudança da lei sobre a venda de bebidas alcoólicas, como, poor exemplo, no Brasil, que se instaurou a proibição de qualquer nível de álcool para motoristas, deve-se, ainda, trabalhar como o psicólogo Carlinhos Zassala ja disse, trabalhar com equipes interdisciplinares em escolas, em prefeituras, em ongs, na mídia, para que, além de proibir, possa educar as sociedades para que, ao invés de pararem de comprar a bebida, simplesmente porque é proibido, possam trabalhar suas questões internas e socias, na tentativa de que encarem e percebam suas dificuldades, ao invés de mascará-las com as sensações que a bebida alcóolica possibilita, senssações que são momentâneas, e que nunca se tem a mesma após as primeiras doses, que sempre é preciso mais e mais para obter o que conseguiram nas primeiras vezes, mas que, em seguida, trazem a realidade, novamente a tona.
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