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Saúde/Angola: População angolana apelada a denunciar a existência de "casas de cura tradicionais |
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Escrito por .oO( Cfr. no fim da página )Oo.
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12-Nov-2008 |
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A Directora Nacional para os Assuntos Religiosos, Fátima Viegas, apelou ontem, em Luanda, às comunidades para trabalharem com a Polícia Nacional (PN) e o Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS) na denúncia das chamadas “casas de cura” ou tratamentos tradicionais.
Em entrevista à Angop, a propósito do caso de 42 crianças que foram maltratadas, em Luanda, por uma seita religiosa, Fátima Viegas referiu que as comunidades constituem peça fundamental para a localização e combate a estas práticas.
Segundo Fátima Viegas, este é o primeiro caso que a sua instituição registou este ano.
“Cada munícipe sabe, de forma detalhada, o que se passa ao redor da sua comunidade, conhece casos que muitas vezes a polícia desconhece, por isso, é importante que o povo os denuncie, uma vez que muitas crianças até perdem a vida nestas situações e tudo fica no anonimato”, disse a directora Nacional para os Assuntos Religiosos, Fátima Viegas.
A responsável pelos Assuntos Religiosos acrescentou que o seu organismo tem ouvido falar da existência de alegadas instituições religiosas, que exorcizam os supostos feitiços em crianças, mas "não sabemos identificar esses lugares. O processo de identificação passa por uma parceria entre a comunidade e a polícia", referiu.
Fátima Viegas acrescentou que já foram realizados vários estudos por organizações não-governamentais e pelo Instituto Nacional da Criança (INAC) a fim de se identificarem as seitas que têm “casas de cura”.
Um estudo do Instituto Nacional da Criança (INAC) determinou que o Norte de Angola é uma das regiões mais afectadas pelo fenómeno de acusação de feitiçaria às crianças. Como afirmou Fátima Viegas, a denúncia destes crimes é obrigação de todos.
FNT/Jornal de Angola
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