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Vinte novos casos de VIH/Sida são diagnosticados diariamente no Hospital Esperança, revelou ontem, em Luanda, o director interino daquela unidade hospitalar, Milton Veiga.
O director, que falava no final da visita que a directora-geral da Organização Mundial da Saúde, Margareth Chan, efectuou ao hospital, disse que aquela instituição atende actualmente cerca de 12 mil casos, apesar de ter sido concebida para o atendimento de apenas dois mil.
Estes dados, de acordo com Milton Veiga, podem ser interpretados de duas formas: por um lado, porque é uma boa aderência de pessoas aos serviços prestados naquela unidade hospitalar, mas por outro existe o problema de uma demanda elevada para aquilo que é a capacidade real de resposta instalada.
“De facto, as pessoas têm aderido cada vez mais às campanhas de sensibilização para o teste do VIH/Sida”, disse, acrescentando que urge a necessidade de as outras instituições que intervêm no acompanhamento dos doentes com VIH/Sida assumirem as suas responsabilidades.
Com a demanda a aumentar diariamente, frisou o director interino do Hospital Esperança, será uma mais valia às outras instituições hospitalares, principalmente a nível de Luanda, poderem prestar, de forma satisfatória, a assistência médico-medicamentosa aos doentes.
“A procura dos serviços do Centro de Aconselhamento e Testagem Voluntária prestados pelo hospital Esperança é cada vez mais elevada”, sublinhou, reiterando que esforços devem ser feitos para que outras unidades hospitalares possam receber também doentes seropositivos, uma vez que existe apenas um hospital para tratamento específico das pessoas com VIH/Sida.
Para Milton Veiga, os doentes procuram o Hospital Esperança por vários motivos. Um deles é o facto de aquele hospital ser uma unidade que consegue dar um certo conforto em termos de qualidade de tratamento e informação sobre o VIH/Sida aos seus utentes.
Outro motivo que leva as pessoas a procurarem os serviços daquela unidade hospitalar, entre os quais o teste voluntário, que hoje já é feito em número cada vez maior, é o facto de as pessoas estarem agora me-lhor informadas e conhecedoras da realidade sobre o VIH/Sida.
Certos pacientes são conduzidos ou encaminhados para a testagem voluntária por médicos, mas muitos outros procuram os serviços do hospital aconselhados por amigos.
Segundo o doutor Veiga, algumas pessoas que pretendem casar vão para o hospital saber do seu estado serológico, para assegurar a sua conduta dentro do casamento.
A visita da directora-geral da OMS ao Hospital Esperança, segundo Milton Veiga, traduz a realidade do país sobre a doença. Margareth Chan pôde ver e constatar o funcionamento daquele hospital, criado pelo Ministério da Saúde com vista a dar resposta ao preocupante crescimento de casos de VIH/Sida no país.
F: Domingos dos Santos e Helma Reis|
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Desde o tempo da sua descoberta em Angola até a data presente, qual é a prevalencia do virus actualmente. Sabe-se que as populações das zonas rurais, na sua maioria não têm acesso aos melhores hospitais da República, o que torna mais complicado o combate ao virus.
No meu Município a rede sanitária é muito precária o que dá acesso do desenvolvimento do sida, a falta de Médicos capazes, a presença de Médicos que não têm conhecimentos profundos sobre as doenças tropicais, em suma uma serie de problemas que pertubram o controle e o combate das edemias no meu municipio.