Esqueceu a senha? Criar Conta!
  • Narrow screen resolution
  • Wide screen resolution
  • Auto width resolution
  • Increase font size
  • Decrease font size
  • Default font size
  • default color
  • red color
  • green color

Angola Xyami - Notícias de Angola, de África e do Mundo

Mariela Castro, filha de Raúl Castro luta pelos direitos dos homossexuais em Cuba Imprimir e-mail
Escrito por : Cfr. no fim da pág   
27-Mar-2008

Há um membro da família Castro que está lutando para introduzir mudanças radicais em Cuba. Não é o novo presidente, Raúl Castro, apesar de sua promessa de promover mudanças "estruturais e conceituais" nessa ilha comunista do Caribe, e sim sua filha, Mariela Castro.

No cargo de diretora do Centro Nacional de Educação Social (Cenesex, na sigla em espanhol), entidade financiada pelo governo, a filha do novo presidente tenta mudar as atitudes dos cubanos em relação às minorias.

No momento, Mariela Castro tenta convencer a Assembléia Nacional a adotar o que seria uma das leis sobre direitos de homossexuais e transexuais mais liberais da América Latina.

O projeto de lei em discussão reconhece uniões de casais do mesmo sexo, assim como direitos de herança. Também dá aos transexuais o direito de se submeter a cirurgias de mudança de sexo, além de permitir que eles troquem de nome em suas carteiras de identidade - tendo ou não feito a operação.

A legislação tem limites, porém. A adoção de crianças por casais do mesmo sexo não é mencionada, assim como a palavra "casamento".

"Muitos casais de homossexuais me pediram para não arriscar que a aprovação da lei fosse atrasada por causa da insistência na palavra 'casamento'", disse Mariela Castro. "Em Cuba, o casamento não é tão importante quanto a família, e desta maneira podemos pelo menos garantir os direitos pessoais e de herança de homossexuais e transexuais", afirmou.

Segundo ela, seu pai apoia seu trabalho, apesar de aconselhá-la a ir devagar.

"Eu vi mudanças em meu pai desde que eu era criança. Eu o via como machista e homofóbico. Mas, à medida que cresci e me transformei como pessoa, também o vi mudar", disse.

Sua mãe, Vilma Espin, era uma defensora dos direitos das mulheres reconhecida internacionalmente.

Para Mariela Castro, são os direitos dos homossexuais e dos transexuais que precisam ser defendidos.

Aconselhamento Uma vez por semana, um grupo de transexuais se reúne em uma sessão de apoio na mansão em Havana que abriga o Cenesex.

Uns são adolescentes, outros já estão na faixa dos 40 anos. Todos se vestem como mulheres. Alguns já passaram por cirurgias de mudança de sexo.

Um psiquiatra, pago pelo governo, oferece aconselhamento, apoio e educação em saúde.

"Os transexuais sempre enfrentaram muita injustiça", disse Libia, que fez um curso de cabeleireira depois de participar dos encontros no Cenesex. "Aqui nós somos muito respeitados. Essa instituição ajudou a aumentar nossa auto-estima." Passado de repressão Atualmente Cuba tem uma comunidade gay vibrante, apesar de geralmente discreta. Há uma praia gay muito popular em Playas del Este, a uma curta distância de Havana.

Na capital, oficialmente não há bares gays, mas há um clube que promove festas gays semanais com shows. De acordo com o gerente da casa, que pediu para não ser identificado, as festas gays são as mais concorridas do local.

Essas festas com shows são legais, mas não são divulgadas, contando apenas com a propaganda boca-a-boca.

Devido ao tratamento dispensado aos homossexuais de Cuba no passado, muitos freqüentadores do clube preferem permanecer anônimos.

Nos primeiros dias da revolução, muitos homossexuais foram mandados para campos de trabalhos forçados para "reeducação" e "reabilitação".

Esses campos não duraram muito tempo, mas ainda assim muitos gays eram recusados em alguns tipos de trabalho por causa de "desvios ideológicos".

Nos anos 80, havia passeatas organizadas para denunciar homossexuais.

Preconceitos arraigados As relações sexuais entre adultos do mesmo sexo foram legalizadas em Cuba há cerca de 15 anos, mas até muito recentemente eram comuns os casos de repressão policial contra gays.

"Nos primeiros anos da revolução, a maior parte do mundo era homofóbica. O mesmo ocorria aqui em Cuba, o que levou a atos que eu considero injustos", disse Mariela Castro.

"O que eu vejo agora é que tanto a sociedade cubana como o governo perceberam esses erros. Há também o desejo de estabelecer medidas que evitem que esses erros voltem a ocorrer." No entanto, ainda é uma luta difícil. Antigos preconceitos permanecem profundamente arraigados, principalmente entre as gerações mais velhas.

"É como uma doença, ou talvez uma falha de caráter", disse um homem, que pediu para não ser identificado, quando questionado sobre o que pensava a respeito dos homossexuais.

Alguns, porém, são mais tolerantes. Falando com as pessoas nas ruas, muitas disseram desaprovar a homossexualidade, mas acreditar que cada um deve ser livre para viver sua própria vida.

Ainda não há garantia de que a Assembléia Nacional irá aprovar o projeto de lei de Mariela Castro.

Caso aprove, no entanto, isso vai marcar uma mudança revolucionária na política sexual de Cuba.

F: Uol.com.br

Popularidade: 168
Comentários (0)Add Comment

Escreva seu Comentário
quote
bold
italicize
underline
strike
url
image
quote
quote
smile
wink
laugh
grin
angry
sad
shocked
cool
tongue
kiss
cry
Quadro menor | Quadro maior

busy
 
< Artigo anterior   Artigo seguinte >
Advertisement

Saiba mais

Minha terra

Caminhos

Ajude-nos a crescer

MAIS XYAMI

 AX - Econtros/Amizade
    Amizades do coração 
AX - Fórum
Informação e Reflexão
AX - Rádio

A melhor música 24/24
AX - Vídeo
Vídeos de Angola,
África e do Mundo.
AX - Topsite
Vota os melhores
websites de Angola
AX - Chat
Canto do zuela tudo
AX - Galeria de fotos

Fotos de Angola e do mundo
AX - Frases
Eu, nós, eles disseram
AX - Anexa
Site 2.0 que agrega
as melhores notícias de Angola

 

Leitores Assíduos

Temos 19 visitantes em linha

Porque não?

Colabore com o Angolaxyami!

Sabias que...