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Quatro em cada cinco portugueses prefere praticar sexo a assistir a um jogo de futebol, o que torna os adeptos nacionais os mais activos da Europa, ao contrário dos «abstinentes» espanhóis, que não abdicam do desporto rei.
O estudo realizado pelo Social Issues Research Centre, citado pela «Lusa», em 17 países europeus, contudo, não estabelece a relação entre a qualidade do futebol praticado nos estádios lusos e os escassos 17 por cento dos portugueses que trocam sexo por um jogo, enquanto a média se situa de 50%. No extremo oposto da estatística estão os adeptos espanhóis, os sexualmente menos activos da Europa sempre que a alternativa é assistir a um encontro de futebol, com 72% a trocar uma noite de sexo pelos golos da sua equipa. O sucesso de Cristiano Ronaldo e Luís Figo leva a que 53% dos portugueses considere os jogadores de futebol os seus maiores ídolos, valor apenas superado pela Bélgica e a Suécia (ambas com 61), dois dos países com menos «estrelas». O futebol «é uma religião» para 73% dos portugueses, o valor mais elevado do estudo, muito acima dos «ateus» holandeses (27), mas para apenas 35% é «a coisa mais importante da vida», categoria liderada pelos belgas, com 70 a viver para a modalidade. Portugueses são os que mais choram a ver futebol Os portugueses são também os mais «chorões» do Velho Continente, com quatro em cada cinco adeptos a admitir que já chorou enquanto presenciava uma partida, em oposição aos contidos dinamarqueses (44%). Em contrapartida, os adeptos lusos são os menos interessados na actividade diária do seu clube, com apenas 62% a acompanhar as notícias ao longo do dia, contra 91% da média europeia e 98 dos recordistas dinamarqueses. Os portugueses são também os que os que menos associam futebol a «paixão e dedicação» (77 por cento) e a «excitação e emoção (62%), tendo apenas 78% admitido que gritou em público enquanto assistia a um jogo, enquanto a média continental ascende a 95». Desporto rei leva a intimidade entre estranhos Este distanciamento explica que apenas 43% tenha «abraçado ou beijado estranhos durante um jogo», contra 93 dos «afectuosos» alemães, e que apenas 27% «sonhe com futebol», bem longe dos «sonhadores» espanhóis (88%). Para seis em cada dez espectadores nacionais os dias de futebol representam uma boa oportunidade para reunir a família, a média mais elevada entre os 17 países envolvidos no estudo, que em Portugal contou com a participação do departamento de sociologia da Universidade do Porto. Agência Financeira
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