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Os serviços nos estabelecimentos hoteleiros e turísticos no país registaram um crescimento na ordem dos oito por cento, em 2007, segundo o ministro da Hotelaria e Turismo (Minhotur), Eduardo Chingunji, que falava ontem, em Luanda, na sessão de abertura do III Conselho Consultivo.
Sob o lema “o turismo factor de combate à pobreza e aposta no desenvolvimento sustentável do país”, o evento, que termina na próxima sexta-feira, reúne os profissionais de instituições públicas e privadas do sector.
Apesar de considerar os dados pouco animadores, Eduardo Chingunji assegurou que o seu ministério vai continuar a incentivar o investimento público ou privado de forma a acompanhar a velocidade da economia nacional.
Neste domínio, as condições estão a ser criadas para facilitar a construção de infra-estruturas de transporte aéreo, rodoviário, ferroviário, marítimo e redes de comunicação internas e externas, bem como a distribuição da água que favorece o investimento privado.
O ministro enunciou alguns problemas com que o sector se debate, desde a falta de planeamento, ordenamento e demarcação de zonas de interesse turístico, bem como a baixa qualidade e quantidade de quadros formados na área.
Na ocasião, o Eduardo Chingunji enalteceu os esforços e sucessos na participação em feiras e eventos internacionais, ao mesmo tempo que destacou o projecto de conservação transfronteríço Okavango-Zambeze que engloba cinco países (Angola, Botswana, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe).
A actuação dos agentes de turismo tem de ser com espírito empreendedor e inovador de modo a equilibrar o preço dos serviços praticados. Este aspecto, o ministro exortou aos profissionais a aderir às acções dos países da Sadc, onde as diárias dos hotéis e os preços das refeições são muito mais baixos do que em Angola.
“É necessário fazer uma reflexão responsável e séria sobre o necessário equilíbrio que deverá ser padronizado entre o produto-procura-preço” frisou.
F: Natacha Roberto - JA
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