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O aumento do número de milionários na Rússia e na China se transformou em um grande impulso para as operadoras especializadas em viagens de luxo na Feira de Turismo de Berlim (ITB), que termina no próximo domingo.
Segundo o relatório anual "World Wealth Report", feito em conjunto pela Merill Lynch e a Capgemini, apresentado na ITB, havia no mundo, em 2007, em torno de 9,5 milhões de milionários - pessoas com ativos superiores a US$ 30 milhões.
"São clientes com um poder aquisitivo ilimitado, muito exigentes e com gostos únicos. Responder a suas necessidades requer um alto grau de especialização", declarou à Agência Efe Nigel Beckett, um discreto operador de turismo acostumado atender a clientes milionários.
As necessidades, embora variáveis em função da idade e da origem do milionário, vão do aluguel de ilhas, castelos e residências com mordomo e serviço doméstico e cruzeiros, a viagens científicas a bordo de navios russos de pesquisa marinha.
"Tudo é possível quando o orçamento é ilimitado", acrescentou Beckett, com uma lista de clientes que não pode revelar, cada vez mais variada e em crescimento.
Segundo um estudo da Luxury Travel Market, o turismo de luxo movimenta US$ 180 bilhões anuais - 25% dos faturamentos turísticos internacionais no mundo.
As projeções de crescimento para esse segmento são de 10% , graças à incorporação de novos herdeiros das finanças e da informática, em geral novos ricos russos, ou chineses seduzidos pela compra de produtos de marca em seus locais de origem.
"É muito mais gratificante para um milionário chinês comprar uma bolsa Gucci na Itália ou uma pulseira Cartier na França do que na China", afirmou Nancy Cockerell, da Travel Business Partnership.
Cockerell não tem dúvidas sobre o enorme potencial do mercado de luxo na China, onde o aumento de milionários é considerado "espetacular", e já existem fortunas superiores aos US$ 16 bilhões.
Calcula-se que o turismo de luxo na Europa gere entre 12 e 15 milhões de deslocamentos internacionais, cujo aumento é previsto pelos analistas em cerca de 5%, com a incorporação ao circuito dos novos milionários russos.
"O mercado russo cresce cada vez mais, e atualmente ocupa o nono lugar no mundo", disse Cockerell.
Quanto às preferências de destino, após a explosão de destinos exóticos no Oriente Médio, como Dubai, e ilhas do Índico, a região que volta à moda é a Mediterrânea.
"A Côte D'Azur francesa continua sendo o lugar favorito da alta sociedade européia e americana, mas se observa uma mudança de tendência em direção ao Marrocos", disse a representante da Travel Bussiness Partnership.
Há clientes que preferem destinos mais privativos, como a Ilha de Vabbinfaru, nas Maldivas, cuja estada pode chegar a US$ 50 mil por noite.
Segundo Klaus-Dieter Koch, especialista em marcas de luxo, há listas de espera para estes destinos.
Segundo um estudo da Rolls Royce, atualmente se encontram em operação no mundo todo em torno de 25 mil aviões particulares, e acredita-se que em 2013 existirão cerca de 12.700 a mais.
Um crescimento similar é previsto pelos especialistas no setor de cruzeiros, um dos mais tradicionais do turismo de luxo.
A Seabourn, uma das maiores empresas de cruzeiros para esse segmento, operou a plena capacidade nos dois últimos anos, e em junho de 2009 lançará o Seabourn Odyssey, um luxuoso navio com 225 suítes, avaliado em US$ 250 milhões.
Uma das características exclusivas dos cruzeiros de luxo, segundo Nancy Cockerell, é a flexibilidade, o atendimento personalizado e companheiros de viagem de mesmo perfil.
Outras propostas de luxo são o clube Quintess e o Exclusive Resorts, com mais de 60 residências exclusivas para aluguel em diversos países.
Estas marcas contam na atualidade com cerca 1.800 membros, segundo Beckett.
F: Clicabrasilia
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