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O Governo angolano está apostado em acelerar o desenvolvimento da área de conservação transfronteiriça “Okavango-Zambeze”, torná-la livre da ameaça de minas terrestres, e colocá-la ao mesmo nível de competitividade em relação aos outros países da região. A constatação foi feita ontem, em Luanda, pelo ministro da Hotelaria e Turismo, Pedro Mutindi, durante a abertura da reunião técnica da Comissão Interministerial sobre a desminagem na área da componente angolana das Áreas Transfronteiriças de Conservação (TFCAs). Segundo Pedro Mutindi, Angola, em conjunto com o Botswana, Namíbia, Zâmbia e o Zimbabwe, tem em mãos um importante e ambicioso projecto turístico, capaz de permitir uma maior integração económica e social dos respectivos países e povos. Acrescentou que, com a conclusão do projecto, se pretende tornar a região de “Okavango-Zambeze” num ponto de atracção turística a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e do mundo.
“No caso particular de Angola, devemos desenvolver acções e planos para a implementação deste projecto, tendo em conta a sua grandeza, a conservação dos recursos naturais, os hábitos e costumes dos povos e o seu desenvolvimento económico e social resultante dos recursos da actividade turística”, disse. O ministro da Hotelaria e Turismo revelou que o território angolano ocupa quase um terço da superfície total do projecto, ressaltando, porém, que é a área menos desenvolvida, comparada com as áreas de outros países membros. Para o desenvolvimento do turismo naquela região, Pedro Mutindi considera imperativo a desminagem das áreas prioritárias, para permitir a livre circulação de pessoas e bens, o restabelecimento do poder político e administrativo e o consequente asseguramento dos postos de controlo da polícia de protecção fronteiriça, serviços de imigração e aduaneiros. Por seu turno, o coordenador técnico da Comissão Interministerial, Lutete Nzinga, anunciou como estimativa que sejam necessários 24 milhões 924 mil dólares para colocar as estruturas provisórias nas 22 TFCAs existentes ou projectadas num total de 473.652 Km2. Quanto à região do KAZA (Kuvango-Zambeze), numa extensão de 87.000 km2, explicou que a remoção de todas as minas e engenhos explosivos implantados constitui um dos grandes obstáculos para o desenvolvimento do ecoturismo na região. Apesar de ainda não existir um valor definido a ser empregue em todo o trabalho de desminagem, Lutete Nzinga avançou que o Governo angolano conta com o apoio da organização não-governamental alemã KFW, que, para o efeito, disponibilizou 8 milhões de euros. Uma outra preocupação, disse, está relacionada com a migração de animais, especialmente elefantes, cuja população atinge cerca de 250.000 animais. JA/ Alberto Ceita
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