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O chefe de Estado líbio, Muamar Kadafi, expressou durante um encontro com representantes da região de Djabal Gharbi (cerca de 200 quilómetros a Sudoeste de Tripoli) a sua decepção diante do "fracasso" da realização da unidade árabe.
Falando neste fim-de-semana, Kadafi sublinhou que uma comunidade que vive no mesmo espaço deve defender os seus interesses na unidade.
Explicando que um novo mapa do mundo está a desenhar-se em espaços gigantes "baseados em considerações geográficas e demográficas e não nacionais, linguísticas, religiosas ou raciais", o líder líbio afirmou que os países árabes, do Oceano Atlântico até ao Golfo Pérsico, devem criar um verdadeiro agrupamento político para defender os seus interesses à escala mundial.
"A fase da unidade nacionalista, linguística, religiosa ou racial está ultrapassada e deu lugar a uma nova fase que tem inteiramente em conta a demografia e convencida de que o futuro de toda a comunidade residente no mesmo espaço é único independentemente das suas cores, raças, línguas ou religiões. A União Europeia (UE) ou os Estados Unidos são exemplos disso", declarou o líder líbio a representantes da juventude, das mulheres e da administração local da região de Djabal Gharbi. O chefe de Estado líbio apelou, por isso, aos líderes africanos para concretizar rapidamente o projecto dos Estados Unidos de África, principal tema das últimas duas cimeiras dos chefes de Estado e de Governo da União Africana.
"É chegado o momento de os africanos se unirem e construírem uma unidade africana com vista a restabelecer-se e defender o continente africano que deverá ser forte como a Europa ou a América actualmente", defendeu.
Kadafi referiu que os povos do continente quando se encontram não dizem que são árabes, bantus ou negros, mas dizem sim que são africanos, membros da União Africana, daí que devem então construir os Estados Unidos de África e o Governo Federal africano, a fim de que as riquezas do continente sejam colocadas à disposição dos africanos e não à disposição do colonialismo.
Angop
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