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O City of Dreams, um empreendimento hoteleiro e entretenimento do consórcio Melco/PBL deverá abrir as portas no início de 2009, com um investimento de 1,34 mil milhões de euros, revelou Lawrence Ho, presidente da joint-venture.
Numa conferência de imprensa após a cerimónia de conclusão da fase de construção civil do empreendimento nos aterros entre as ilhas da Taipa e de Coloane, Lawrence Ho explicou que o novo complexo vai ter unidades hoteleiras da cadeia Crown, Hyatt e Hard Rock num total de 1.745 quartos, além de um edificio de 47 andares com 800 suites.
O espaço de jogo com 550 mesas e 1.500 slot machines terá uma área cerca de 40.000 metros quadrados que acomodará também uma zona de grandes jogadores.
Restaurantes, bares, zona de espectáculos, espaços comerciais e diversos polos de entretenimento completam o complexo implantado numa área de de cerca de 115.000 metros quadrados nas imediações da zona de desenvolvimento da Las Vegas Sands, que vai construir 12 unidades hoteleiras e de entretenimento naquela zona.
Aos jornalistas, Lawrence Ho recordou que antes da parceria com a australiana PBL estar concluida já o projecto City of Dreams estava a ser preparado.
O empresário salientou também que Macau é hoje um centro de turismo criado em volta do jogo depois de vários anos como cidade adormecida e agradeceu o apoio do Governo de Macau e do Governo Central chinês à actividade da Melco/PBL.
"Só um produto forte e inovador vai permitir a sobrevivência", assinalou Lawrence Ho ao recordar a grande concorrência existente no mercado local.
O filho do magnaya Stanley Ho acrescentou ainda que entende a operação da Melco/PBL nos aterros entre as ilhas da Taipa e de Coloane como "complementar" aos dos outros operadores como a Las Vegas Sands.
Sobre o desenvolvimento de um projecto na península de Macau, Lawrence Ho disse estar em curso a aquisição do terreno e que todos os pormenores serão divulgados mais tarde.
À margem da conferência de imprensa o vice-presidente executivo do City of Dreams, Simon Dewhurst, salientou ainda que a empresa tem vindo a conquistar uma maior quota de mercado no sector do jogo porque "os +junkets+ (angariadores de grandes jogadores) fixam-se no local onde têm acesso a liquidez para conceder crédito".
"Os nossos concorrentes dizem que pagamos uma margem de 1,35 por cento aos +junkets+ mas não é verdade. Nós pagamos 1,2 por cento aos junkets e 1,35 por cento à A-Max que controla os operadores que trabalham connosco", disse refutando acusações de conquista de mercado à custa de comissões muito elevadas que podem colocar em risco uma operação de exploração de jogo.
JCS.
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