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Os esforços dos Estados membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) para vender os destinos turísticos da região vão impulsionar as chegadas, suprimir as barreiras de circulação para os visitantes estrangeiros e suprimir os obstáculos aos esforços de conservação, disse quinta-feira o vice- ministro do Turismo e Ambiente da Namíbia, Leon Jooste.
Jooste considerou o recente lançamento duma marca turística comum como "um sucesso notável", porque pela primeira vez o turismo na região possui uma imagem de marca. O produto que representa as Zonas de Conservação Transfronteiriças (TFCA) foi exposto por nove países da África Austral no Salão Internacional do Turismo Indaba 2008, organizado na África do Sul, com vista a promover o turismo nestes países.
Angola, o Botswana, Lesoto, Moçambique, a Namíbia, a África do Sul, a Swazilândia, a Zâmbia e o Zimbabwe, exprimiram, unanimemente, sábado, o seu apoio ao desenvolvimento duma "Boundless Southern Africa Brand" (Marca Sem Fronteira da África Austral).
Jooste explicou que esta marca significa que os turistas poderão circular livremente dum parque para outro, sem ser obrigados a passar pelos postos aduaneiros, enquanto permanecem nos parques nacionais.
Os países da região aumentaram o número dos seus destinos turísticos visando o Campeonato do Mundo de 2010 na África do Sul, durante o qual os países vizinhos deverão tirar proveito da chegada massiva de visitantes estrangeiros.
De acordo com Jooste, a Namíbia fez progressos para estabelecer um equilíbrio entre os seus recursos turísticos e os esforços da região, com vista a aumentar as chegadas e os esforços de conservação.
No quadro do programa de desenvolvimento de parques transfronteiriços, o parque costeiro Iona Skeleton da Namíbia foi ligado à parte meridional de Angola, enquanto a Zona de Conservação Transfronteiriça de Kavango-Zambezi (KAZA) liga a região de Caprivi (nordeste da Namíbia) ao Parque Nacional Chobe e Okavango Delta no Botswana e diferentes parques em Angola, na Zâmbia e no Zimbabwe.
Jooste lembrou que, no quadro dos seus esforços para facilitar a circulação dos turistas, a Namíbia abriu no ano passado o posto de controlo de Mata Mata na fronteira com o Botswana.
Este posto fronteiriço liga a região do Kalahari ao parque transfronteiriço de Kgalagadi no Botswana.
A Namíbia abriu igualmente com a África do Sul o posto fronteiriço de Sendelingsdrift, na parte sul do país, para facilitar a entrada de turistas vindos do segundo para o primeiro país.
"Trabalhamos muito e criamos uma equipa de (controlo) dos movimentos a fim de relançar o turismo na SADC", explicou o vice-ministro do Turismo e Ambiente da Namíbia.
"Estes parques são ao mesmo tempo uma ideia formidável do ponto de vista económico e ecológico. Um turista pode circular no interior destes parques sem passar pelas Alfândegas, o que é extraordinário", acrescentou.
Para ele, o lançamento duma imagem comum à região para o sector turístico oferecia enormas possibilidades aos investidores que pretendem desenvolver infraestruturas nos parques nacionais.
"Relativamente aos investimentos, são oferecidas novas e melhores oportunidades aos investidores", prosseguiu Jooste.
A Namíbia, como país vizinho, espera tirar proveito da organização da grande festa do futebol mundial na África do Sul.
Jooste precisou que a Namíbia ocupava uma posição estratégica que deveria permitir-lhe beneficiar de turistas "deslocados" da África do Sul, sobretudo durante o Mundial em 2010.
"Os turistas deslocados são pessoas que não se interessam pelo futebol e que poderiam ter dificuldades de visitar a África do Sul neste período por falta de lugar nos voos, mas também um número importante de adeptos vindos ao Mundial, e para nós trata-se duma ocasião única de os atrair ao nosso país", concluiu o vice-ministro do Turismo e Ambiente da Namíbia. Angop
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