|
O director comercial da TAAG, José Venâncio, assegurou ao Jornal de Angola que, até ao final do ano, a companhia vai abrir a rota para a China, adiantando que, neste momento, ultimam-se os procedimentos habituais junto das autoridades chinesas.
“Estamos a trabalhar para que, num curto espaço de tempo, nós consigamos ultrapassar os problemas que temos tido até agora, pois já estamos a trabalhar nesta rota há bastante tempo”, afirmou José Venâncio, em entrevista ao Jornal de Angola.
O director comercial da TAAG salientou que a abertura da rota para China justifica-se não só pelo facto de existirem interesses comuns entre os dois países, nomeadamente ligados à cooperação bilateral, mas também devido à existência de muitos passageiros no mercado, para além de que muitos angolanos já têm estado na China.
Depois da China, a TAAG quer continuar a operar em África. A companhia pretende voar para Libreville, Malabo e Cotonou. “Estamos a estudar a possibilidade de podermos conjugar dois países, ou os três, com uma das outras rotas já existentes, tendo em conta sempre a perspectiva das quintas liberdades, ou seja, podermos ir a um determinado país buscar tráfego para levar para outro. Se fizermos, por exemplo, Luanda-Kinshasa- Cotonou, ao chegar a Kinshasa, podemos levar tráfego para Cotonou”, salientou José Venâncio.
O director comercial da TAAG comentou também o aumento das frequências para o Brasil, que podem crescer das actuais três para quatro ou cinco por semana. Ainda em relação às operações no país sul-americano, a companhia está a estudar, igualmente, a possibilidade de alternar um voo para o Rio de Janeiro e outro para São Paulo, de onde é oriunda a maioria do seu tráfego.
Porquê o aumento de frequências para o Brasil? “Porque o tráfego, a demanda, assim o exige. Eu penso que o Brasil vai evoluir como evoluiu Lisboa para voos diários”, afirmou José Venâncio.
Com receitas globais, em 2007, estimadas em cerca de 370 milhões de dólares, cifra que a companhia pretende superar este ano, a TAAG prevê transportar até ao final deste ano 490.358 passageiros a nível doméstico. A nível regional, o tráfego estimado é de 180.398, enquanto no plano intercontinental os dados apontam para a transportação de 274.346 passageiros.
A nível doméstico, José Venâncio considerou ainda a possibilidade de a TAAG ter na sua frota aviões de pequeno porte, até 50/60 lugares, para poder atingir rapidamente várias localidades, por, às vezes, a sua rentabilidade ser maior do que tendo a operar um avião com 120 lugares.
Fonte:JA
|