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Timor-Leste e Cabo Verde participam na Feira Internacional de Turismo de Pequim para se promoverem enquanto destinos turísticos, cativando turistas e investidores chineses, afirmaram hoje à Lusa representantes daqueles países de língua oficial portuguesa em Pequim. Mais de 700 expositores de 81 países, agências de viagens e gabinetes de turismo chineses e estrangeiros reservaram um espaço na Feira Internacional de Turismo de Pequim (BITE, na sigla em inglês) para promoverem os seus produtos e interessarem turistas chineses, apostando num mercado em expansão.
Timor-Leste, Cabo Verde e Brasil são os únicos países de língua portuguesa a participar na exposição. "Não podemos deixar de participar, porque a presença nesta feira projecta o nome e a imagem do país, permite estabelecer contactos no sector turístico e para cooperação noutras áreas económicas", afirmou em declarações à Agência Lusa Olímpio Miranda Branco, embaixador de Timor-Leste em Pequim. Com um espaço que recria uma casa típica timorense, Timor-Leste está a promover as praias e a beleza natural, a cultura e a história, bem como a aposta em desenvolvimento de infra-estructuras que fazem do país um destino turístico com potencial. "Queremos mostrar a evolução do sector do turismo no país com o investimento que estamos a fazer em infra-estruturas, serviços e recursos humanos", explicou. Para o diplomata timorense, "a China é um dos países que colocam mais turistas no resto do mundo e é um importante investidor em Timor-Leste". José Correia, secretário da embaixada de Cabo Verde em Pequim, referiu à Agência Lusa que "a China é um dos países com mais potencial turístico". "Os nossos objectivos são atrair turistas chineses para Cabo Verde e procurar empresas chinesas do sector interessadas em incluir Cabo Verde nos seus pacotes", afirmou. "Divulgamos informação acerca de Cabo Verde para despertar a atenção dos chineses para os nossos produtos turísticos e para oportunidades de investimento no sector do Turismo", observou José Correia. O início da feira de três dias, que termina hoje, coincidiu com a contagem dos 50 dias para os Jogos Olímpicos (JO) de 2008, a festa desportiva que este ano promete ser uma oportunidade para todos os operadores do sector turístico. "Os JO são uma mais-valia, já tivemos mais visitantes na feira que no ano passado", acescentou José Correia, embora o número de visitantes só seja conhecido no final do evento. Profissionais da indústria afirmaram à imprensa chinesa que prevêem uma "pausa" na afluência turística depois dos Jogos Olímpicos, com os visitantes de Pequim a quererem evitar "o pico" e a subida de preços durante o período dos JO, que decorrem entre 08 e 24 de Agosto. Mas afirmaram que os JO são uma oportunidade única para a China se dar a conhecer enquanto destino turístico e garantiram que o sector vai beneficiar do efeito duradouro dos Jogos com os turistas a voltarem a encher Pequim mais perto do final deste ano. A China deverá tornar-se no principal destino turístico mundial em 2015 e será em 2020 o quarto maior mercado emissor turístico mundial, segundo a agência noticiosa estatal Nova China. De acordo com a mesma fonte, as receitas turísticas na China atingiram os 155,7 mil milhões de em 2007, um aumento de 22,6 por cento relativamente ao ano anterior.
VZP Lusa/Fim
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