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Tráfego aéreo em África cresce 5,8 por cento |
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Escrito por : Cfr. no fim da pág
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28-Mai-2008 |
Os actores do transporte aéreo mundial previram segunda-feira em Dakar um quadro positivo para o continente africano, que terá as melhores perspectivas em matéria de crescimento do tráfego aéreo nos próximos anos com uma taxa de crescimento na ordem dos 5,8 por cento contra 4% para o resto do mundo.
Segundo Alexander Strahl, presidente da Airport Relação-Rotas, uma organização que serve de quadro de troca entre actores do transporte aéreo, o continente africano apresenta as melhores perspectivas em matéria de crescimento do tráfego aéreo e tem todas as vantagens para se desenvolver.
Strahl falava durante a terceira edição do Fórum Rotas Regionais de África 2008, aberta segunda-feira na capital senegalesa.
"As previsões são muito boas actualmente", declarou, antes de acrescentar que o aumento é mais rápido do que a média mundial.
"Nos próximos 25 anos, a taxa de aumento é da ordem de 5,8 contra quatro por cento para o resto do mundo", disse Strahl, precisando que o tráfego aéreo entre o continente e o resto do mundo "vai triplicar".
"Nesta altura, os aeroportos africanos gerem 125 milhões de passageiros por ano, principalmente os aeroportos da África do Sul e do Egipto e este volume vai triplicar em menos de 20 anos para atingir 377 milhões de passageiros", informou o organizador do Fórum Rotas Regionais de África 2008.
Actualmente, África representa 2 por cento do tráfego mundial. As previsões de aumento são mais rápidas do que a média mundial, indicou Strahl na abertura do fórum que se realiza pela primeira vez na África Subsariana, após a primeira edição no Cairo (Egipto) e a segunda em Casablanca (Marrocos) nos últimos dois anos.
Cerca de 200 participantes em representação de várias companhias aéreas e dos aeroportos internacionais de cerca de 40 países participam neste encontro.
A organização Rotas Regionais de África define-se como um quadro de troca ideal para os responsáveis de companhias aéreas e aeroportos internacionais para discutir o potencial sobre os novos serviços aéreos.
Aliança entre Ocidente e Ásia
O secretário-geral da Comissão Africana da Aviação Civil (CAFAC), Boubacar Djibo, deplorou segunda-feira em Dakar a ausência de companhias aéreas africanas nas alianças que agrupam as grandes companhias ocidentais e asiáticas.
"A ausência de companhias aéreas africanas nas grandes alianças internacionais é uma situação que nos preocupa", disse Djibo em entrevista à PANA à margem da terceira edição do Fórum Rotas Regionais de África de 2008.
Das três alianças que agrupam as grandes companhias ocidentais como a Oneworld, a Sky Team e a Star Alliance, só a transportadora aérea sul-africana, a South African Airways, está associada ao último agrupamento. A Kenya Airways está ligada por acordos com a Sky Team, mas não é membro da rede, indicou Djibo, que defendeu "a mobilização das companhias aéreas africanas".
Contudo, preveniu que "participar numa aliança exige igualmente ter condições nos planos técnico, económico e jurídico".
Interrogado sobre o impacto dos acordos "open skies" (céus abertos) assinados por cerca de 20 aeroportos africanos com os Estados Unidos, o responsável da CAFAC julgou "limitado" o impacto destes acordos nos países signatários.
"Estes acordos são uma boa coisa porque o principal benefício é aceder ao mercado americano", sublinhou.
"São cinco cidades africanas que estão ligadas aos Estados Unidos", afirmou, antes de precisar que o que é importante "não é o número de Estados que assinaram acordos céu aberto com os Estados Unidos", mas ver entre estes Estados que assinaram os que têm capacidade de voar hoje para este país.
Para Boubacar Djibo, além da assinatura, é necessário interrogar-se se "temos operadores aéreos capazes de voar para os Estados Unidos, porque actualmente a situação beneficia mais as companhias americanas do que as africanas".
Fonte:Jornal de Angola
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