Eleições 2012: MPLA prevê vitória folgada no círculo provincial, Fragata de Morais

O secretário para a Informação do MPLA em Luanda disse ontem, ao Jornal de Angola e à RNA, que aquele partido se prepara para “uma vitória folgada” no círculo eleitoral provincial nas eleições gerais de 31 de Agosto.

Fragata de Morais fez a afirmação, enquanto decorria a apresentação do manifesto eleitoral e do programa de Governo do MPLA para 2012-2017 aos militantes, amigos e simpatizantes daquele partido no município da Ingombota.

O surgimento de novas forças políticas, como CASA-CE, PAPOD e FUMA, sublinhou, não preocupa o partido, que confia nos militantes, amigos e simpatizantes.

O dirigente do MPLA referiu que “essas forças políticas, no fundo, vão competir entre elas, disputar os votos da oposição” e que isso não afecta o MPLA. Luanda, lembrou, tem sido sempre uma praça-forte do MPLA e não há razão para a tradição não se manter.

“O MPLA em Luanda demonstrou isso em 2008, com a eleição em pleno de cinco deputados no círculo eleitoral provincial e temos todas as condições para repetir os 5 a 0”, disse. Fragata de Morais justificou o optimismo “com tudo o que o Governo do partido tem feito não apenas em Luanda, como em todo o país”. “Até mesmo um cego ouve e verifica, com bengala, que onde ontem havia buracos hoje há passeios, bancos, jardins e árvores”, referiu.

Nem tudo foi feito, recordou e, recordou, era impossível em apenas quatro anos de governação.

“É a esperança que muito ainda pode ser feito, que faz com que os eleitores continuem a apostar no MPLA e a ter a confiança no partido”, disse e sublinhou:

“É também isso que nos faz acreditar que os eleitores voltam a eleger cinco deputados do MPLA pelo círculo eleitoral de Luanda”. O programa de Governo do partido para o quinquénio 2012-2017, afirmou, faz parte de outro mais abrangente, que se estende até 2025.
“O MPLA, habituado a governar, planificou o desenvolvimento do país com uma visão mais abrangente”, referiu.

O dirigente partidário declarou que há os que criticam o MPLA por fazer programas de tão longo alcance “sem garantias de continuar no poder”, mas que eles permitem a quem quer governe ter “um plano de acção para continuar a desenvolver um país sólido e estabilizado”. O militante França Van-Dúnem, militante histórico do MPLA, disse que o programa de Governo é “um documento que reflecte a verdade e é motivador”. “Penso que o povo angolano não vai deixar de seguir o ideário do MPLA plasmado no seu manifesto eleitoral”, salientou.

O manifesto eleitoral e o programa de Governo do MPLA para 2012-2017 foram apresentados aos militantes da Ingombota por Jovelina Imperial, do comité provincial daquele partido, numa cerimónia no pavilhão do Ferroviário.

O MPLA pretende, entre 2012 e 2017, dar uma atenção especial ao tratamento de doenças crónicas não transmissíveis e às vítimas de acidentes e de violência, de acordo com o seu programa de governo. Como meta, o partido prevê reduzir o rácio de mortalidade materna até 415, por cada cem mil nados vivos, diminuir a mortalidade infantil até 70, por cada mil nados vivos, e reduzir a mortalidade nos menores de 5 anos até 127, por cada mil nados vivos.

Manter a sero-prevalência do vírus VIH abaixo de um por cento nos jovens dos 15 aos 24 anos e abaixo dos dois por cento nos adultos dos 15 aos 45 anos de idade, reduzir a transmissão vertical do VIH de mãe para o filho, interromper definitivamente a circulação do vírus da poliomielite, e reduzir a taxa de mortalidade nos adultos dos 15 aos 60 anos até 250 por cada mil, são outros objectivos do MPLA para os próximos cinco anos. O MPLA pretende também a continuação da formação dos quadros do sector, das famílias e das comunidades, para a promoção e protecção da saúde.

As metas de políticas e os instrumentos a utilizar são a actualização do Plano Nacional de Desenvolvimento e Gestão de Recursos Humanos de Saúde e o aumento da taxa de médicos de dois por dez mil em 2011, para cinco por dez mil habitantes em 2017.

O MPLA compromete-se ainda a formar 500 médicos anualmente a partir de 2014, sete mil enfermeiros e técnicos de saúde, a melhorar as condições de ensino e a qualidade dos currículos e programas de formação nas escolas técnicas provinciais, institutos médios de Saúde e escolas técnicas profissionais de saúde.

Actualmente, de acordo com dados constantes no programa de governo do MPLA, o sector da saúde conta com 1.048 médicos, 22.323 enfermeiros, 3.876 técnicos de diagnóstico e terapeutas, 5.760 técnicos de apoio hospitalar e 11.937 técnicos do regime geral. Estes números, de acordo com o documento, ainda são insuficientes para satisfazer as reais necessidades do país.

Avanços na educação

O partido maioritário compromete-se a continuar a expandir e melhorar significativamente a qualidade do sistema de ensino. No seu programa, destaca os avanços registados no sector nos últimos anos, prometendo aumentar consideravelmente a qualidade de ensino a todos os níveis dos sistemas de educação, dando uma atenção especial à qualidade do corpo docente e do sistema de avaliação das aprendizagens. Assim, o MPLA assegura o ingresso de 200 mil novos estudantes no subsistema do ensino superior e o envio de seis mil novos estudantes para o estrangeiro.


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